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21/11/2018 - 15h58min

Dresch denuncia “fake news” contra médicos cubanos exibida na Alesc

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Deputado Dirceu Dresch
FOTO: Fábio Queiroz/Agência AL

O deputado Dirceu Dresch (PT) classificou de preconceituosa a manifestação do deputado Antônio Aguiar (PSD) na tribuna da Assembleia Legislativa sobre os médicos cubanos, participantes do programa Mais Médicos. “Preconceito, desinformação e estupidez contra um tipo de imigrante. Se esse fosse um europeu, um americano, um sueco ou nórdico qualquer, o nobre deputado jamais falaria nesse tom. Jamais o agrediria. Agiu como porta voz de um presidente eleito que disse que imigrante é a escória da sociedade”, desferiu Dresch.

O deputado Aguiar exibiu na sessão de terça-feira (20) uma fake news, amplamente desmentida na internet e nas redes sociais, em que uma médica cubana atendia um paciente utilizando o estetoscópio fora dos ouvidos. Tratava-se na verdade, de um ensaio fotográfico com os médicos que chegaram em 2014, em Campo Mourão, no Paraná, para trabalhar. Ambos são médicos e estavam posando para uma foto.
“Lamento muito um parlamentar com tantos anos de mandatos vir a este plenário exibir uma fake news, uma imagem jocosa, mentirosa, para tentar atacar a imagem e a honra dos médicos cubanos”, lamentou Dresch. O deputado salientou que os médicos cubanos possuem uma das melhores formações em medicina, em saúde da família, em saúde preventiva e foram contratados pelo governo brasileiro para suprir a ausência de médicos brasileiros que não querem trabalhar nos municípios do interior.
“E olhem que foram atendidos mais de 113 milhões de pacientes em mais de 3.600 municípios, sem registro de ocorrências ou denúncias de erros de procedimento.” Dresch disse que o Programa Mais Médicos nunca conseguiu preencher o total de vagas destinadas aos brasileiros. Hoje, há 2.095 vagas em aberto e não tem brasileiro interessado. “Por que haveria, então, 8.500 médicos prontos a ocupar o espaço que será deixado?”, questionou.
Os médicos cubanos, segundo o deputado, vieram para socorrer o País porque as prefeituras não conseguiam médicos para atender a população. Foi esse o pleito, disse, que os prefeitos do Brasil levaram a Brasília, para a presidenta Dilma.“Não havia médico disposto a ir para o Oeste catarinense, mesmo o prefeito oferecendo salários superiores a R$ 20 mil.”
O deputado contou que Dilma criou o programa com base somente em médicos brasileiros.”Mas teve que contratar os cubanos para fazer o que os médicos brasileiros não queriam, que era ir para onde tem gente pobre. E foi um sucesso!” Dresch acrescentou que aconteceu aqui o mesmo que em outros 66 países onde há médicos cubanos atuando. “Cuba exporta saúde pública de qualidade. É referencia mundial. Infelizmente, em nenhum lugar do mundo foram ofendidos de forma tão vil. Ameaçados pelo presidente eleito do país.”
Dresch disse que a situação atual não é boa para quem precisa de saúde pública, de médico no posto de saúde, nas comunidades carentes, nas aldeias indígenas.“Estou muito preocupado. Em Santa Catarina 253 médicos cubanos irão embora.”


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