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07/02/2020 - 21h32min

Região Oeste recebe palestras do projeto Gabinete Lixo Orgânico Zero

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Deputado Nadal e professor Germano demonstram o método do Lixo Orgânico Zero em Cunha Porã
FOTO: Solon Soares/Agência AL

A região Oeste foi a primeira a receber as palestras do projeto Gabinete Lixo Orgânico Zero, desenvolvido pela Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) em parceria com a 1ª Vice-presidência da Assembleia Legislativa, por meio do deputado Mauro de Nadal (MDB). Nesta sexta-feira (7), os municípios de Dionísio Cerqueira, Cunha Porã e Cordilheira Alta tiveram a oportunidade de conhecer o projeto que visa ao reaproveitamento total das sobras de alimentos.

De acordo com Nadal, o objetivo das palestras foi levar aos municípios a experiência que vem sendo desenvolvida em seu gabinete desde dezembro passado, na qual sobras de alimentos, como cascas, restos de comida, erva mate, pó de café, entre outros, são destinadas para uma espécie de minicompostagem ao invés de serem jogadas no lixo.

“Nosso foco inicial é mostrar esse projeto para que ele seja implantado nas escolas”, afirmou o deputado. “A grande transformação vai se dar na cabeça das pessoas que estão em formação. Elas vão difundir e levar isso para dentro de casa, transformando em um hábito.”

Professor Germano GütterO idealizador do projeto, o professor Germano Gütter, do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc em Lages, apresentou a iniciativa nas palestras realizadas nos três municípios. Ele contou que o projeto teve início em Lages há oito anos. Desde então, o percentual das sobras orgânicas no total da coleta de lixo do município caiu de mais de 50% em 2012 para 31% em 2019.

A medida, além de ser benéfica para o meio ambiente, representa economia para os cofres públicos, com a diminuição dos gastos para coleta de lixo e destinação ao aterro sanitário. Só em Lages, a economia anual estimada supera os R$ 2 milhões.

”Não são necessárias grandes decisões políticas para implantar esse projeto”, comenta o professor. “Basta aprender como se faz, ter vontade e coloca-lo em prática, já que isso pode ser feito em casa, na escola, na indústria, em qualquer lugar”.

Como funciona
O método consiste na separação dos chamados resíduos orgânicos e o seu depósito em canteiros, vasos, baldes ou jardineiras. Eles devem ser depositados em camadas de 15 a 20 centímetros de altura e cobertos com material orgânico de difícil decomposição, como serragem, folhas secas, grama cortada e galhos triturados. As camadas devem ser furadas para que recebam oxigênio. Em pouco tempo já é possível plantar verduras, legumes, ervas, flores, entre outros, sobre as camadas.

“É algo simples, que pode ser feito por qualquer pessoa, de qualquer idade, sem nenhum investimento, sem sujeira ou mau cheiro”, explicou Gütter. “Não é preciso nem irrigar.”

Repercussão
Prefeito de Dionísio Cerqueira, Thyago GnoattoO prefeito de Dionisio Cerqueira, Thyago Gnoatto, afirmou que a iniciativa será levada para as escolas do município. Segundo ele, a cidade produz 200 toneladas de lixo ao mês, com um custo de R$ 50 mil mensais para a coleta e destinação. “Com esse projeto, vai ser melhor não só para o meio ambiente, mas para os cofres do município”, comentou.

Em Cunha Porã, a secretária municipal de Educação, Cultura e Esporte, Simone Drehmer, afirmou que o projeto também será levado para as escolas da cidade. “Temos muitos problemas na questão de não cuidar do lixo. Esse projeto é muito válido nesse sentido e com certeza vamos levar para nossos alunos, para fazer com que as crianças entendam que somos responsáveis pelo lixo que produzimos”, afirmou.

Já em Cordilheira Alta, o prefeito Carlos Alberto Tozzo elogiou o projeto e o considerou importante para resolver um problema que atinge todos os municípios, que é o despejo irregular de lixo. “É uma iniciativa necessária para proteger o nosso meio ambiente”, disse.

O reitor eleito da Udesc, Dilmar Baretta, participou das palestras em Dionísio Cerqueira e Cunha Porã. Ele destacou que iniciativas desenvolvidas na universidade, como o Lixo Orgânico Zero, devem ser levadas a todo o estado.

Marcelo Espinoza
Agência AL

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