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12/09/2018 - 11h37min

Minorias sociais compõem parcela da população com maior risco de suicídio

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FOTO: Solon Soares/Agência AL

A Região Sul responde por 23% dos mais de 12 mil suicídios registrados no Brasil anualmente e Santa Catarina é o segundo estado no ranking. Mas os especialistas estimam que esse número pode ser muito maior, em razão da subnotificação e do estigma, que tornam o problema pouco visível. As minorias sociais, tais como os indígenas e as mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e sexual, compõem o principal grupo de risco.

A prevenção ao suicídio foi tema de audiência pública promovida na manhã desta quarta-feira (12) pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, como parte das atividades da campanha Setembro Amarelo de valorização da vida. O deputado Fernando Coruja (PODE), autor da lei 17.558/2018, que oficializou a data no calendário do estado, classificou o suicídio como “um grave problema de saúde pública e uma situação de grande sofrimento”, daí a necessidade de atividades de conscientização e prevenção.

A coordenadora da campanha no estado, psiquiatra Vanessa Leal, informou que a região do Alto Uruguai concentra a maior taxa de suicídios, enquanto o município de Joinville lidera em números absolutos. “O suicídio é a principal causa de morte entre a população indígena. As mulheres vítimas de violência doméstica têm 30 vezes mais risco de cometer suicídio.” Para ela, a prevenção deve começar com políticas de atenção às minorias sociais, com cuidados na infância e com o combate à violência doméstica.

Mais de 90% dos suicídios têm como causa transtornos psiquiátricos que podem ser tratados, conforme a médica. “Embora exista tratamento, um dos obstáculos é o acesso aos recursos e outro obstáculo é o estigma da doença mental”, alertou. Vanessa explicou ainda que o sofrimento psíquico até certo ponto é do ser humano, mas quando há tristeza persistente e a pessoa acha que a única solução para o sofrimento é acabar com a própria vida, trata-se de uma emergência médica.

Prevenção
A Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP) lidera a campanha Setembro Amarelo no estado desde 2014. Na opinião da presidente da entidade, psiquiatra Lilian Lucas, a oficialização do Setembro Amarelo por meio de uma lei dá mais visibilidade ao tema e mostra que a prevenção é dever de todos. Ela informou que o suicídio já constitui a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 30 anos e vem aumentando nessa faixa etária.

Lilian afirmou que falta preparo na área da infância e da adolescência para lidar com o assunto e sugeriu que os deputados atuem para garantir uma formação mínima dos professores sobre doenças mentais, “pois a escola poderia exercer um importante papel na prevenção”.

Atividades
A campanha Setembro Amarelo é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e o Ministério Público Estadual. A agenda de atividades inclui palestras e atividades de formação, distribuição de material informativo e a produção de uma videoaula a ser enviada para toda a rede escolar de Santa Catarina.

Lisandrea Costa
Agência AL

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