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08/01/2019 - 16h17min

Fundação Catarinense de Cultura divulga balanço 2018 e atrações em 2019

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Mostra do Prêmio Marcantonio Vilaça
FOTO: Fábio Queiroz/Agência AL

Os museus administrados pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), localizados no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, realizaram 452 eventos, ao longo de 2018. Juntos, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) e o Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) realizaram aproximadamente 1,2 evento por dia, contando finais de semana, feriados e as segundas-feiras, dia em que habitualmente estão fechados para manutenção. Destas, 451 ações tiveram entrada gratuita e aberta à comunidade.

No total, as atividades atraíram um público de quase 42 mil pessoas, pelo menos, ao CIC. O número de visitantes das exposições tende a ser cerca de 70% superior ao registrado, uma vez que é pequena a parcela de pessoas que assina o livro de registro presente nas mostras, o que dificulta a contagem real de público. Os Museus estudam a possibilidade de implantar algum sistema eletrônico para contagem de visitantes.

Ambos os museus estão com exposições abertas à visitação durante todo o mês de janeiro. O horário de funcionamento vai de terça-feira a domingo, sempre das 10h às 21h, com entrada gratuita.

Confira a programação para o mês de janeiro nos museus administrados pela FCC:

 

MASC

A sétima edição do Projeto Claraboia, no Museu de Arte de Santa Catarina  (MASC) é uma exposição com curadoria de Massimo Scaringella e Franzoi. Trata-se de uma instalação que tem como referencial teórico a discussão do território originalmente ocupado pelas espécies bióticas em detrimento a fragmentação realizada pela ocupação humana. A visitação segue até 03 de fevereiro de 2019.

A instalação tem cerca de 400 imagens aéreas representando todo o território do Estado de Santa Catarina. Estas imagens datam de 1958 e estão impressas sobre papel. Cada imagem mede aproximadamente 80 x 100 cm. Além das imagens são utilizadas folhas de plantas secas, coletadas em remanescentes florestais distribuídos pelo território do Estado.

A instalação ocupa a área denominada Espaço Claraboia, e se apresenta como uma floresta reminiscente: as imagens enroladas e acopladas umas as outras formarão esculturas em forma de cilindros que darão ideia de troncos de árvores. O conjunto de aproximadamente 150 esculturas representam as áreas remanescentes dos territórios das espécies no território do Estado de Santa Catarina. O diâmetro e altura serão variáveis, adaptando-se ao local de exposição.

Ainda no MASC é possivel conferir a mostra “O Astronauta”, com obras de acervo do artista Fernando Lindote. Os trabalhos estão expostos na Sala de Vídeo do Museu.

Já a artista Beatriz Milhazes (mineira, conhecida mundialmente) apresenta a exposição “Beatriz Milhazes – Um itinerário gráfico”, do Projeto ArteSesc que tem levado exposições de artes visuais por todo o país. A exposição é composta por nove serigrafias e mais três obras de técnica mista, todas originais. O cromatismo desafiador, o equilíbrio tenso entre o popular e o erudito, além da vertiginosa convivência de formas e cores lançam uma sedutora provocação ao olhar. Assim, possibilidades inéditas de reflexão sobre a visualidade brasileira se abrem na obra gráfica em destaque.

 

6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantônio Vilaça para as Artes Plásticas

Na mostra do Prêmio Marcantonio Vilaça (foto) o público poderá conferir os trabalhos dos cinco artistas vencedores da sexta edição do Prêmio: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP); e a exposição Verzuimd Braziel - Brasil Desamparado, do curador premiado Josué Mattos, que reúne trabalhos dos artistas André Parente, Anna Bella Geiger, Carla Zaccagnini, Cildo Meireles, Clara Ianni, Dalton Paula, Daniel Jablonski e Camila Goulart, Daniel Santiago, Ivan Grilo, Lourival Cuquinha, Regina Parra, Regina Silveira, Santarosa Barreto, Thiago Honório, Thiago Martins de Melo e Vitor Cesar.

Em paralelo às mostras do Prêmio, é realizada a exposição A Intenção e o Gesto, que integra o projeto Arte e Indústria. A iniciativa homenageia artistas com processos de criação relacionados à produção industrial. Em sua terceira edição, o projeto tem a curadoria de Marcus Lontra e reúne trabalhos do artista Sérvulo Esmeraldo, homenageado desta edição, e de mais dez artistas contemporâneos que dialogam com sua produção: Almandrade, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Delson Uchoa, Hildebrando de Castro, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jaildo Marinho, Raul Córdula e Paulo Pereira.

Todas as exposições estão abertas à visitação até 3 de fevereiro, de terça a domingo, das 10h às 21h. A entrada é gratuita.

 

MIS

Capas de discos são tema de exposição no Museu da Imagem e do Som

Espaço de expressão de designers, fotógrafos e artistas visuais, as capas de discos que fizeram história na música nacional e internacional são o destaque da nova exposição que o Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) abrirá no dia 20 de dezembro de 2018, às 20h, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. "Escolhidos pela Capa" tem a curadoria dos DJs Marcelo Pimenta, Grazi Meyer, Jean Mafra, Felipe Martins e Gustavo Monteiro, que selecionaram o material entre os cerca de 5 mil discos do acervo do Museu. Na abertura, haverá uma discotecagem, com a participação dos curadores. A visitação segue até 17 de fevereiro, com entrada gratuita.

Os DJs convidados pelo Museu para participar desta exposição também já foram parceiros em outra iniciativa: o projeto Discotecando no MIS, que divulga o conteúdo musical desses álbuns em festas realizadas no espaço expositivo do MIS/SC periodicamente. Desta vez, o propósito é enfatizar o conteúdo das capas. Cada DJ/curador apresenta um painel com 84 capas, divido em sete eixos temáticos de seleção, independentes ou não do conteúdo musical dos "bolachões".

Escolhidos pela capa traz à tona tendências estéticas, conceituais e narrativas de época e, ainda, questões atuais que perpassam a construção da cultura de massa. Cada DJ propõe, por meio de sua curadoria, um revisitar crítico sobre essas questões, sendo a antítese mesma ao título e proposta dessa exposição.

A expoição terá, ainda, duas TVs exibindo capas e músicas de discos em exposição, projeções de fotos das edições do Discotecando no MIS, pista de dança com musica ambiente e exposição de vitrolas do acervo do Museu. A produção catarinense também terá espaço com a exibição dos melhores álbuns, EPs e singles de 2018, lançados pelo portal Rifferama (rifferama.com), especializado em música catarinense, parceiro e apoiador do MIS-SC.

 

Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC)

Até 03 de fevereiro de 2019, pode ser conferida a exposição de curta duração Paisagem Passagem: uma ponte em 30 dias, do artista MC Coelho, no Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis. A mostra foi contemplada no edital de exposições temporárias do museu.

Conforme o artista, a exposição está baseada num diário visual com a Ponte Hercílio Luz como personagem principal. É um recorte temporal, num ato de desenhar durante todo o mês de setembro de 2017, o que resultou em trinta e cinco trabalhos com uma mesma técnica: lápis de cor aquarelável sobre papel preto. Todos os desenhos foram executados in loco em uma a três horas, com exceção de alguns poucos que foram concluídos em duas etapas, principalmente em virtude de chuvas ou ventos muito fortes.

A proposta da exposição é compartilhar os desenhos de uma forma a propiciar uma experiência estética com a imersão através da visão do conjunto. As imagens estão dispostas na mesma sequência em que foram desenhadas durante os 30 dias. A cronologia é tal qual o artista foi assimilando a paisagem. Na primeira quinzena os desenhos foram realizados a partir das cabeceiras insular e continental. Na segunda quinzena uma parte é dos desenhos é feita dentro da ponte, junto com as atividades dos operários destacando o movimento constante dos trabalhadores nas passagens da estrutura, sob os andaimes, as torres, subindo e descendo dos guindastes, em terra e em mar.

Foi necessário entender melhor o funcionamento da estrutura de apoio para a desmontagem e reconstrução da ponte. A nova estrutura de apoio que se mistura com a antiga criando uma visão inteiramente nova e efêmera na paisagem. Neste momento a ponte não é apreensível como o velho cartão postal. No lugar de uma totalidade o fragmento, no lugar de linhas simples, a complexidade e hibridismo das formas. Este conjunto estrutural precisava ser visto mais de perto. Assim, foi solicitada uma autorização prévia para fazer algumas visitas técnicas e então desenhar e pintar sobre a passagem da ponte. Para andar na estrutura, além de muita atenção, foi preciso se adequar às normas de segurança: uma maior proteção para os pés, um capacete de obras e sempre portar um casaco corta-vento.

A visitação vai até o dia 3 de fevereiro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e sábado, domingo e feriados, das 10h às 16h.

O Museu Histórico de Santa também recebe a mostra Dialéticas do Entorno, idealizada por um grupo de artistas membros da Associação Catarinense dos Artistas Plásticos (Acap).

Os artistas apresentarão o resultado da pesquisa que desenvolveram durante seis meses no entorno do MHSC. Todos os trabalhos são resultado destes diálogos, que nas suas diferenças, discutem este entorno particular repleto de sentidos que se deslocam entre tempos. Conforme os organizadores, numa ação diferenciada, dispositivos afetivos, sociais, poéticos, estéticos, se apresentam numa conversa que se junta para redirecionar o olhar de outro. Na primeira sala, como num diálogo único de uma série de fotos de celular, se juntam para formar outro, onde o foco se volta para a Praça XV, colocando em discussão "o diferente" sobre uma mesma paisagem.

 

A mostra está em cartaz até 27 de janeiro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e sábado, domingo e feriados, das 10h às 16h.

Michelle Dias
Agência AL

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