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11/06/2019 - 12h27min

Comissão vai convidar autoridades para debater aumento de homicídios

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Comissão de Segurança Pública em reunião na Assembleia Legislativa
FOTO: Solon Soares/Agência AL

A Comissão de Segurança Pública vai convidar o comandante da Polícia Militar e o delegado geral da Polícia Civil para debater o crescimento de homicídios em Santa Catarina. O colegiado pretende saber quais ações estão sendo tomadas pelas corporações diante do resultado de um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que apontou um aumento de 68,7% no número de casos nos últimos dez anos.

Presidente da comissão, o deputado Mauricio Eskudlark (PL) mostrou-se preocupado ao saber que o número de mortes violentas no Estado passou de 632 em 2007 para 1.066 em 2017. Segundo ele, a idéia é ter a conversa na reunião da próxima semana. Para ganhar tempo, ele irá conversar informalmente com os demais deputados durante as sessões desta terça-feira (11) para aprovar os convites aos participantes.

“Temos que debater com o comandante e o delegado-geral para sabermos o que está sendo feito, quais são os gargalos [na prevenção e combate à violência], quais as regiões onde está aumentando o número de homicídios”, justificou Eskudlark. O parlamentar acredita que Santa Catarina tenha “mais de 100 municípios, talvez uns 150, que conseguem ficar um ou dois anos sem registrar um homicídio”. Mas, comentou, o problema é que existem regiões de conflito, principalmente nas cidades maiores, além do tráfico de drogas.

De acordo com o presidente da comissão, é justamente a ação do tráfico junto aos jovens que explica outra informação divulgada pelo Ipea. A análise do perfil das vítimas realizada pelo instituto indicou que, no Brasil, mais da metade dos homicídios envolvem jovens com idades entre 15 a 29 anos. Somente em 2017, dos 65.602 casos foram 35.783 mortes. Em Santa Catarina, naquele ano, foi registrado um total de 987 homicídios e, para cada grupo de 100 mil pessoas, 30,2 fazem parte dessa faixa etária, deixando o estado atrás somente de São Paulo. 

Depois da conversa com os comandos das polícias, disse Eskudlark, o colegiado pode vir a tomar outras atitudes. “Temos a possibilidade de fazer uma ou mais audiências públicas, chamando outros segmentos [da sociedade civil organizada] para ampliar o debate e buscar outra soluções. Tem ações que não dependem só da polícia. Algumas vezes a questão pode ser estrutural, como abrir ruas, iluminar áreas,  em outras faltam ações sociais e de educação, falta geração de emprego e renda”, concluiu. Também fazem parte da comissão as deputadas Ada de Luca (MDB) e Paulinha (PDT) e os deputados Bruno Souza (sem partido), Fabiano da Luz (PT), Milton Hobus (PSD) e Valdir Cobalchini (MDB).

Alessandro Bonassoli
Agência AL

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