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28/03/2018 - 13h34min

Comissão de Agricultura promove debate sobre abastecimento de milho

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FOTO: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

Há uma crise no abastecimento de milho no estado? Se existe, quais ações devem ser tomadas para equacioná-la? As questões tiveram no foco dos debates travados na manhã desta quarta-feira (28) na Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia, da qual participaram representantes do governo do Estado, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e de entidades ligadas à agricultura, pecuária e suinocultura.

Na opinião do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o problema da falta de milho em Santa Catarina é crônico, tendo em vista a produção local, de 3,2 milhões, toneladas, não ser suficiente para suprir a alta demanda, de 6,5 milhões de toneladas, derivada da suinocultura e avicultura.

E o problema, disse, deve persistir até pelo menos o próximo ano, tendo em vista que muitos agricultores estão substituindo a produção de milho pela de soja, mais rentável. “Passamos de 350 mil hectares para 250 mil hectares e se nada for feito, como o estabelecimento de um preço mínimo para o produto, o quadro não deve ser alterado.”

Para agravar a situação, os estoques disponibilizados pelo governo federal para o estado no âmbito do programa Venda Balcão estão reduzidos a 46,5 mil toneladas, quantidade considerada insuficiente para as necessidades catarinenses, conforme revelou a gerente de operações da Superintendência Regional da Conab, Maria de Lourdes Nienkoetter. 

Presente à reunião, o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, afirmou que os grandes trades de comércio de grãos também vêm segurando seus estoques, de olho no aumento do preço pago pelo mercado.  “Esta alta nos insumos já está ocasionando perdas de R$ 113 por animal comercializado, trazendo um desespero muito grande aos produtores, que se vêem obrigados as abandonar o setor devido às dívidas acumuladas.”

Paralelamente, conforme apontou o secretário de Estado da Agricultura, Airton Spies, o Brasil deve contar neste ano com uma grande produção de milho, suficiente para abastecer o consumo interno do país e ainda direcionar 31 milhões de toneladas para exportação.

Parte deste montante, disse, poderia ser direcionado para Santa Catarina, mas os custos em frete e ICMS tornam mais viável importar o insumo dos Estados Unidos, Argentina e Paraguai. De acordo com o secretário, as tratativas visando facilitar o comércio com os países sulamericanos já estariam em andamento. “Estamos trabalhando na viabilização da rota do milho, com a construção da infraestrutura necessária. Nosso maior problema, entretanto, é a aduana de Dionísio Cerqueira, que é deficiente não só em infraestrutura, mas também no quadro de pessoal.”

Outras ações atualmente em vista pela secretaria, disse, são aumentar a produtividade do cultivar no estado, de 8,6 mil kg por hectare, para 12 mil kg por hectare (a média brasileira é de 5,4 mil kg por hectare) e desenvolver estudos para a utilização de trigo, cevada e sorgo na alimentação animal, a exemplo do que acontece em outros países.

Outra meta é a criação de um mecanismo de compra futura para proporcionar mais equilíbrio ao mercado. “Estamos tentando introduzir este sistema, mas infelizmente até o momento não tivemos sucesso nisso, tendo em vista a falta de interesse das agroindústrias.”

De acordo com o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Natalino Lázare (PODE), uma nova reunião deve ser agendada para buscar um entendimento entre o governo do Estado e representantes do setor privado.

Também participaram dos debates os deputados José Milton Scheffer (PP), Moacir Sopelsa (MDB), Valdir Cobalchini (MDB) e o coordenador técnico da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)., José Almery Padilha.

Requerimentos
Ainda durante a reunião foram aprovados três requerimentos. O primeiro deles, do deputado José Milton Scheffer, solicitando apoio da comissão para a realização do Workshop Catarinense de Indicação Geográfica e Mostra de Produtos Tradicionais.

O outro pleito aprovado foi do deputado Dirceu Dresch (PP) para a realização do Seminário Internacional sobre Suinocultura Alternativa.

A comissão também acatou proposta do deputado Moacir Sopelsa para a realização de uma audiência pública no município de Pinhalzinho para discutir questões emergenciais relacionadas à cadeia produtiva do leite em Santa Catarina.

Novo vice-presidente
Por fim, Moacir Sopelsa foi conduzido, por unanimidade de votos, à vice-presidência do colegiado, em substituição a Mauro de Nadal. A troca de nomes atende a um acordo estipulado no âmbito interno do MDB, sigla dos dois parlamentares.

 

Alexandre Back
Agência AL

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