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27/02/2020 - 17h18min

Macroalga incrementará em 40% lucros das fazendas marinhas

Além de outros benefícios, a macroalga pode ser cultivada juntamente com a criação de ostras, mexilhões e vieiras
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Pesquisadora Leila falou sobre a liberação do cultivo comercial da macroalga e sobre os benefícios que tal permissão irá trazer para o setor

Uma nova cadeia produtiva começa a se organizar em Santa Catarina. Depois de mais de uma década de estudos e pesquisas, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou o cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezii em Santa Catarina. A permissão foi concedida em meados janeiro de 2020. Até então, tal permissão só era concedida aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.


Na manhã desta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, através de um pedido do deputado Jair Miotto (PSC), a pesquisadora e especialista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Leila Hayashi, esteve na Assembleia Legislativa para falar um pouco sobre a liberação do cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezii em Santa Catarina e sobre os benefícios que tal permissão irá trazer para o setor. “Desde o início desta legislatura, unimos esforços em prol desta causa. Juntamente com a Secretaria de Estado da Agricultura, Epagri, UFSC e com o setor da maricultura, desenvolvemos ações que contribuíram para a liberação do cultivo comercial da macroalga em Santa Catarina. Uma comissão mista, presida por mim, buscou a liberação e, agora, o cultivo comercial está permitido no estado”, comemora Miotto.

Benefícios
Durante pronunciamento, a pesquisadora Leila destacou os benefícios da macroalga. “Essa atividade vai beneficiar diretamente os 500 produtores atualmente em operação, trazendo diversificação para a produção aquícola e aumentando em até 40% os lucros das fazendas marinhas”, destaca a pesquisadora.

Segundo ela, o cultivo também traz benefícios para outras criações, pois a macroalga ajuda a limpar a água. “A macroalga tem a capacidade de captar os nutrientes disponíveis na água, diminuindo o desenvolvimento de outras algas, como a causadora da chamada maré vermelha, que inviabiliza a comercialização dos moluscos. Então, o cultivo da macroalga, além de diversificar e trazer uma nova renda para os produtores, vai melhorar muito a qualidade da água e dos cultivos comerciais que já existem no estado”, afirma Leila.

O deputado Miotto destaca que, além desses benefícios, a liberação virá como uma importante fonte de renda para o setor. “A macroalga produz a carragenana, usada como espessante pelas indústrias farmacêuticas, cosmética, química e alimentícia. Em 2016, o Brasil importou 2,5 mil toneladas de carragenana, ao custo de 16 milhões de dólares. Com a liberação, o país pode passar de importador para uns dos maiores exportadores de carragenana.”

Próximos passos
Neste momento, o estado conseguiu a liberação comercial. O próximo passo é manter contato com o Instituto do Meio Ambiente (IMA) para obter informações sobre o processo de licenciamento do cultivo. Também será necessário resolver alguns gargalos no ciclo produtivo, a exemplo do processo de secagem das algas. “No momento, iremos desenvolver um projeto piloto com alguns produtores, para depois expandir esses cultivos a partir do momento que conseguirmos estabelecer muito bem o ciclo produtivo. Tudo será pensado junto com os produtores, mas agora estamos focados nos processos burocráticos”, explica Leila.

 


 

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Jair Miotto
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