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26/07/2022 - 14h39min

Seminário alerta sobre casos de câncer de boca em Santa Catarina

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Coordenadora da Saúde Bucal da Prefeitura de Florianópolis, Valeska Pivatta
FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

O câncer de boca no Brasil é o quinto tipo de câncer mais frequente entre os homens e está dentre os dez tumores malignos com maior taxa de mortalidade neste gênero. Em Santa Catarina há a previsibilidade de que ocorram mais de mil casos da doença. Para alertar os cirurgiões dentistas, clínicos gerais e futuros profissionais da área, o Seminário de Câncer Bucal: do diagnóstico ao tratamento, realizado na tarde desta terça-feira (26), no auditório Antonieta de Barros, reuniu cinco especialistas para falarem dos diagnósticos, tratamento e medidas de prevenção.

Promovido com apoio da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o seminário foi promovido pela Coordenadoria da Saúde Bucal da Prefeitura de Florianópolis, O Conselho Regional de Odontologia (CRO-SC) e a Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil), com objetivo de promover o Julho Verde, que é uma campanha de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, criado pela ACBG-Brasil, que visa a alertar a população sobre os tipos de câncer que acometem a região.

O Dia Mundial da Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado em 27 de julho. O intuito é chamar a atenção da população para uma maior conscientização dos cuidados necessários para evitar a manifestação ou evolução de tumores em órgãos localizados na região acima do pescoço. Então, fazer o autoexame, e sempre estar alerta a qualquer um desses sintomas, é essencial para a descoberta precoce do câncer, explica a cirurgiã-dentista do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), mestre em endodontia pela Universidade de Showa (Tóquio/Japão) e mestre em diagnóstico bucal pela UFSC, Mariana Comparotto Minamisako, uma das palestrantes.

De acordo com ela, são considerados câncer de cabeça e pescoço aqueles que atingem a boca, as cavidades nasais, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe e os seios da face (ou paranasais). As formas de prevenção são pertinentes, principalmente, ao autocuidado relacionado à higiene. As principais causas do câncer de cabeça e pescoço são má higiene bucal, alcoolismo, tabagismo e a infecção por papilomavírus humano (HPV). Para combater o avanço dessa doença foi instituída a campanha Julho Verde.

Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço são dor, dormência, feridas, secreções, sangramentos, inchaços, caroços e manchas brancas ou vermelhas na região. Podem ocorrer diminuição ou perda dos sentidos, fraqueza em alguma parte do rosto, assimetria facial ou do pescoço e perda de peso. Além disso, podem acontecer também dificuldade para abrir a boca amplamente, para falar, respirar ou engolir; rouquidão ou tosse persistente, abaulamento de um olho, congestão ou obstrução nasal duradoura, sensação constante de ouvido tampado ou zumbido no ouvido e amigdalites e otites corriqueiras.

Objetivos do seminário
A coordenadora da Saúde Bucal da Prefeitura de Florianópolis, Valeska Pivatta, relata que nos últimos sete anos somente no município foram registrados aproximadamente 500 casos de câncer de boca. “O seminário teve como objetivo sensibilizar a classe odontológica para um olhar mais cuidadoso com todos os pacientes, com todos os usuários que chegam ao serviço, sejam serviços públicos ou privados, para a questão do câncer de boca.” Ela lembra que dentro do mês Julho Verde, que trata sobre o câncer de cabeça e pescoço, o seminário focou no câncer de boca, uma enfermidade que afeta principalmente os homens.

Participaram do evento os especialistas, Liliane Janete Grand, que abordou o tema diagnóstico de lesões iniciais e a importância do exame clínico. Gilberto Teixeira, que ministrou palestra sobre o tratamento oncocirúrgico: diferença entre tratar lesões iniciais e avançadas, a cirurgiã dentista, Mariana Comparotto Minamisako, que relatou sobre o preparo de paciente pré-radioterapia, a especialista Cleumara Kosmann, que abordou sobre a reabilitação protética pós-tratamento onco cirúrgico e Grasiele Ramos, que destacou a experiência exitosa na conscientização da população sobre a temática do Câncer Bucal.

A cirurgiã-dentista, Mariana Comparotto Minamisako, falou que após o diagnóstico do câncer, o paciente tem que estar com a boca 100% livre de foco de infecção para não ter nenhuma intervenção durante o tratamento. “O dentista que atua nesta área, extraindo dentes, fazendo tratamento de canal e removendo cáries, tem uma atividade muito importante no tratamento do câncer. “

Ela relatou que há oito anos atua no Cepon, em Florianópolis, onde  já ocorreram neste período vários extremos, coias boas e outras nem tantos, e uma das principais dificuldades nesta área é que a maioria dos pacientes que chegam para tratamento de câncer tem uma saúde bucal precária.”Temos que correr contra o tempo, em dez dias, por exemplo, temos que extrair 22 dentes, isso já aconteceu. ”

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