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27/11/2012 - 17h20min

Deputados encontram vários problemas em hospitais públicos da Capital

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Hospital Infantil Joana de Gusmão

A falta de pessoal foi o principal problema constatado por uma comitiva formada por deputados, servidores públicos da saúde e imprensa, que visitou os hospitais Infantil Joana de Gusmão e Celso Ramos, ambos em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (27). As visitas foram organizadas pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, em virtude da greve dos servidores dos hospitais mantidos pelo governo estadual.
No Joana de Gusmão, a comitiva foi recebida pelo diretor-geral Rogério Morais e percorreu algumas alas da unidade, considerada referência no atendimento pediátrico para todo o estado. Segundo Morais, dos quase 120 leitos, 60 estão fechados em virtude da paralisação dos servidores. A emergência também está com o atendimento comprometido e só atende casos considerados graves, segundo o diretor. Os demais pacientes são encaminhados para outras unidades.
Os deputados foram informados que seriam necessários pelo menos mais 400 servidores para suprir a falta de pessoal. No local, 80 leitos estão fechados e quatro das oito salas cirúrgicas não funcionam. Atualmente, a unidade conta com quase 800 funcionários, que se revezam em quatro turnos. 

Ala de ortopedia fechada
No Hospital Celso Ramos, além da falta de servidores, há problemas estruturais em alguns pontos da unidade. Há um ano e meio, 50 leitos da ala da ortopedia foram fechados após interdição da Vigilância Sanitária. Por falta de anestesistas, duas salas para a realização de cirurgias ortopédicas não estão em funcionamento.
Para o diretor do Celso Ramos, Ivam Martins da Silva, a falta de autonomia financeira do hospital também prejudica o funcionamento. “A gente sempre encontra entraves no serviço público. É tudo travado. Tudo é centralizado na secretaria [da Saúde]. Faltou morfina eu preciso pedir para a secretaria fazer uma licitação, que leva meses”, queixou-se o diretor.
Auditoria apontou que seriam necessários mais 540 servidores para que o hospital pudesse funcionar plenamente. Três andares da unidade estão fechadas por causa da escassez de mão-de-obra.
Além disso, neste ano, 100 cirurgias neurológicas foram suspensas por falta de leitos de UTI. Servidores denunciaram que hospitais particulares credenciados pelo SUS,que têm disponibilidade de leitos em UTI, não estão recebendo pacientes do Celso Ramos.

Avaliação
“A greve apenas coloca em evidência uma realidade de problemas acumulados de muitos anos que já existe na saúde”, avaliou o presidente da Comissão de Saúde, deputado Volnei Morastoni (PT). Para ele, o problema principal é de gestão. O deputado também fez um apelo para que o governo estadual retome as negociações com os servidores em greve.
“O problema não é só a greve, mas a falta de condições de trabalho. É um problema de gestão”, completou a deputada Ana Paula Lima (PT), que classificou a situação encontrada nos hospitais como lamentável.
A comissão fará um relatório da visita, cobrando do governo soluções para os problemas encontrados nos hospitais. Além de Morastoni e Ana Paula, participaram das visitas os deputados Dirceu Dresch (PT), Angela Albino (PCdoB), Serafim Venzon (PSDB) e Sargento Amauri Soares (PDT). (Marcelo Espinoza)

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