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05/06/2014 - 17h28min

Agroecologia e reciclagem de isopor são discutidos durante simpósio

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Senador Paulo Bauer participou de parte do simpósio, na tarde desta quinta-feira (5). FOTO: Eduardo Guedes de Oliveira/Agência AL

Aquecimento global, agroecologia e reciclagem de isopor foram os temas abordados na tarde desta quinta-feira (5), durante o 1º Simpósio Santa Catarina Sustentável, realizado pela Fundação Ecológica Nacional (FEN), com apoio da Assembleia Legislativa, no Auditório Antonieta de Barros. Os palestrantes apresentaram aos participantes experiências sustentáveis bem-sucedidas

Um dos destaques foi a palestra de Marcos Zanette, da Indústria Santa Luzia, de Braço do Norte, no Sul do estado. A empresa, com quase 60 anos de atuação, recicla resíduos de poliestireno (isopor) e de poliuretano para produzir molduras, rodapés e outros produtos para a construção civil. A exposição de Zanette surpreendeu os participantes, já que boa parte considerava o isopor um produto não reciclável.

“Não é fácil trabalhar com a reciclagem de isopor, pois se trata de um produto que tem custo elevado, ocupa muito espaço e não há apoio por parte do governo”, afirmou Zanette. Para ele, o poder público deveria criar políticas que incentivassem o reaproveitamento desse resíduo. “É algo que traz ganhos sociais, pois gera empregos, e benefícios econômicos e ambientais, uma vez que deixamos de usar recursos naturais”.

O senador Paulo Bauer (PSDB), que participou de parte do evento, destacou que projeto de sua autoria, que tramita no Senado Federal, propõe a isenção tributária para produtos que utilizam em sua fabricação matéria-prima que seja resultado de reciclagem. Ele também cobrou maior participação do Estado nessa questão. “O governo tem que ser um agente incentivador, estimulador da reciclagem. Basta que ele tenha vontade de fazer isso”, afirmou.

Derrubando mitos
A agroecologia foi outro assunto abordado durante o simpósio. O engenheiro agrônomo Paulo Tagliari, do Conselho Estadual de Agricultura Orgânica da Secretaria da Agricultura e da Pesca, derrubou alguns mitos relacionados à produção de alimentos sem agrotóxicos. O custo da produção orgânica, segundo Tagliari, não é maior que a produção convencional, como pensa a maioria dos agricultores. Enquanto o custo do tomate é de R$ 2,2 mil por hectare, o cultivo orgânico do mesmo produto sai por R$ 1,4 mil. O mesmo ocorre com outros hortifrúti, como a batata e a cebola. “A maior dificuldade na produção orgânica é no início, mas depois que o agricultor começa a colher, ele não volta mais atrás”, explica o agrônomo. “Há uma demanda crescente pelos produtos orgânicos, o que aumenta a renda do agricultor e colabora para sua permanência no campo”.

Tagliari defende a adoção de algumas medidas para incentivar a agroecologia. Entre elas, estão a criação de um programa estadual voltado à agricultura orgânica, investimentos em pesquisa e extensão e a preferência pelos produtos livres de agrotóxicos nas compras governamentais.

O palestrante lembrou, ainda, que a opção pela agroecologia é necessária para a saúde do agricultor. Ele apresentou dados do Centro de Informações Toxicológicas da UFSC sobre os casos de contaminação de pessoas no campo. Em 2009, foram registrados 752 casos, com 19 mortes. Tagliari garantiu, no entanto, que esses números são bem maiores. "Essa é apenas a ponta do iceberg. Muitos casos não são registrados porque os sintomas de intoxicação são praticamente os mesmos de doenças comuns".

Marcelo Espinoza
Agência AL

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