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21/03/2019 - 18h01min

Estado poderá ter semana de prevenção e combate à dependência tecnológica

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Projeto de Lei apresentado pela parlamentar começou a tramitar nesta quinta-feira
FOTO: Solon Soares/Agência AL

Uma pesquisa elaborada pelo Hospital das Clínicas de São Paulo concluiu que existem no Brasil mais de 8 milhões de pessoas viciadas em internet. No grupo de usuários de computador, 10% poderiam ser considerados viciados, conforme a análise, enquanto 20% dos que usam smartphones teriam criado uma relação de dependência com o equipamento.

O estudo aponta que, diante dessa nova realidade, em que o imediatismo da internet, a eficiência dos aparelhos eletrônicos e o acesso às redes sociais se tornaram poderosas ferramentas de interação, o receio de ficar desconectado e a dependência dessa tecnologia alteram o comportamento das pessoas. Ainda segundo a pesquisa, a influência é tão intensa que pode provocar problemas de natureza clínica, cognitiva-comportamental, social e ambiental, como dores na coluna, obesidade, perda auditiva, insônia, alteração de apetite, estresse e até depressão.

Por entender que a orientação, prevenção e combate à dependência tecnológica compreende a realização de procedimentos informativos e educativos a serem definidos pelo Poder Público, a deputada Marlene Fengler (PSD) apresentou um Projeto de Lei (PL 38/2019) com o objetivo de instituir a Semana de Orientação, Prevenção e Combate à Dependência Tecnológica em Santa Catarina, que deve ocorrer sempre na última semana do mês de março. A intenção é que o período integre o calendário anual de campanhas institucionais da Secretaria de Estado da Saúde.

O PL também prevê a possibilidade de o Poder Público, a seu critério, estabelecer parcerias com a iniciativa privada a fim de viabilizar as ações. O Projeto de Lei segue à apreciação de três comissões: Constituição e Justiça, Trabalho e Serviço Público e Saúde, para depois ir à votação em Plenário.

Segundo a deputada, as ferramentas tecnológicas revolucionaram o desenvolvimento humano, permitindo a transposição de barreiras sociais, culturais e geográficas, interferindo em diversos aspectos da sociedade e, especialmente, na comunicação e interação entre os indivíduos. Entretanto, o impacto das tecnologias de informação criam uma nova dinâmica social e alternam o modo de vida das pessoas e a maneira de elas se relacionarem. "É preciso debater essa nova realidade e conscientizar a sociedade sobre a questão", ressalta Marlene.

Internet em Santa Catarina

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD), divulgada pelo IBGE no começo do ano passado e feita com base em dados de 2016, sete em cada 10 residências de SC contavam com acesso a internet. No estado, 73,3% dos domicílios tinham acesso à rede, enquanto a média nacional estava em 69,3%, colocando Santa Catarina em sexto lugar entre as unidades da federação. Outro dado revelado pela pesquisa é que SC tinha, no período da amostragem, a terceira maior proporção do país em domicílios com tablet ou microcomputador. Eram 2,4 milhões de domicílios com acesso à rede, contra 653 mil que ainda não acessavam, principalmente, por falta de interesse.

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Marlene Fengler
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