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Publicado em 19/09/2022

Cresce a demanda por cavalgadas de grupos pela Coxilha Rica

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As cavalgadas percorrem dezoito fazendas pela região.

Coxilha Rica, um distrito rural de Lages com aproximadamente 100 quilômetros quadrados de extensão, reúne centenas de fazendas, muitas aptas a receberem turistas como forma de divulgar o tradicionalismo. É o caso da Fazenda Chapada, que, desde 2010, vem se especializando em cavalgadas em grupo.

Os passeios duram até dez dias pela região, envolvendo outras 17 fazendas parceiras. “Temos parcerias com várias operadoras de turismo especializadas em cavalgadas e já recebemos turistas de vários países que ficam encantados com a beleza da região e com a culinária”, comemora o proprietário Daniel Camargo Klein.

Ele destaca que a paisagem de Coxilha Rica é formada por um extenso planalto de campos ondulados, rios e araucárias e, que somada às paisagens deslumbrantes, a região também possui grande importância histórica. “A Coxilha Rica foi no passado um dos caminhos que os tropeiros atravessavam conduzindo gado do sul do país até São Paulo. É possível conhecer de perto esse caminho a cavalo”, relata Klein.

A vegetação predominante é rasteira, de gramíneas. Onde ocorrem remanescentes de floresta encontra-se a araucária. O nome "coxilha" dá-se ao fato da região ser formada por um vasto terreno ondulado. Os principais rios que correm pela região são o Pelotas, Pelotinhas, Penteado, Lageado Bonito e o Lava-Tudo. Na cavalgada, é possível ver várias nascentes de rios. 

Daniel salienta que apesar de muitas propriedades da região atenderem o turista, a principal atividade econômica das fazendas é destinada à criação de gado que se utilizam da pastagem natural. Ele explica que iniciou o empreendimento após uma conversa com o parceiro belga, Paul Coudenys, da empresa Entre Orejas, especializada em cavalgadas e que opera em mais de 35 países. Paul também é co-fundador e presidente da ALATCE (Associação Latino-Americana de Turismo e Cultura Equestre).

Daniel é uma espécie de embaixador do turismo na região. “Adoro receber gente de tudo quanto é canto e mostrar um pouco da nossa coxilha”, revela o anfitrião, que abraçou a missão de unir proprietários, organizando as fazendas que recebem os visitantes. A viagem a cavalo pelas fazendas da Coxilha Rica, com os animais soltos, torna a experiência para os turistas ainda mais típica, pois muitas vezes os hóspedes são convidados a conduzir os animais ao rumo certo, como se fossem um verdadeiro “peão”.

Ambiente familiar
Diferentes de hotéis, as fazendas da Coxilha Rica para os pousos durante a cavalgada trazem um ambiente familiar. Não há relação hóspede-empregado. São lugares que servem de base para os cavaleiros. “Nestas fazendas, são abertas as portas dos galpões para confraternizar, prosear, trocar experiências e dividir a paixão pela vida no campo. Todo mundo se reúne para conversar e comer junto. Nessas reuniões, já fiz amigos com os quais ainda mantenho contato”, diz Daniel.

A fazenda conta atualmente com 40 cavalos, mas há outros sendo criados em pastos vizinhos, além de permitir que hóspedes tragam seus próprios animais para as cavalgadas. Para atender aos grupos, há toda uma equipe, formada por cozinheiros, ferreiros e guias. “A Assembleia Legislativa é importante para incentivar e apoiar o turismo rural na região. Há um potencial gigantesco de crescimento no setor, falta empresas de cavalgadas na região”, conclui Daniel. E acrescenta que sua propriedade está com a agenda lotada até janeiro de 2023 para vários grupos nacionais e internacionais de pessoas que adoram cavalgar.

O ferreiro e guia de cavalgadas, Rodrigo Floriani, também defende o apoio político para o desenvolvimento do setor. Ele, que divide o tempo de seu trabalho entre a Coxilha Rica e a Patagônia, na Argentina, aproveita o ambiente e produz peças de artesanato de ferro que são oferecidas aos turistas. “Todo apoio político para o desenvolvimento do setor é importante, já há leis que beneficiam a região, mas há muitas coisas a serem apoiadas.”

Nos passeios a cavalo, com trajetos personalizados de acordo com cada grupo, o turista faz sua refeição em uma fazenda, dorme em outra, além de haver todo um atrativo especial, com música nativista, gastronomia típica, visitas a locais históricos como o Corredor das Tropas e fazendas centenárias.

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