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12/04/2018 - 17h43min

Venzon critica burocracia do SUS

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Médico, o deputado estadual Serafim Venzon (PSDB) está preocupado com as mudanças que a Secretaria de Estado da Saúde está promovendo no sistema SUS no Estado. Uma das medidas dificulta o atendimento de consultas médicas oferecidas pelos sindicatos de classe. Só Brusque tem em torno de 18 sindicatos e 40 mil associados.

Com as novas regras da Secretaria de Estado, o posto de saúde deve ser, obrigatoriamente, a única porta de entrada das pessoas que precisam de atendimento médico pelo SUS. Desta forma, os médicos dos sindicatos de classe, não conseguem mais realizar consultas e posteriormente encaminhar os pacientes aos especialistas, fazer pedidos de exames, remédios ou cirurgias pelo SUS. Agora o paciente tem que aguardar na fila para ser visto por um clínico geral de uma Unidade Básica de Saúde. “O SUS foi organizado por burocratas que nunca viram a lágrima, a dor ou a ansiedade de quem tem uma enfermidade”, lamenta Venzon.

Toda essa burocracia faz inflar ainda mais a fila do SUS. De acordo com Jean Dalmolin, coordenador do Fórum Sindical de Brusque, nos sindicatos o atendimento médico era ágil. “A pessoa consegue marcar consulta de um dia para o outro. No SUS a demora é grande”,  lamenta. O deputado Serafim Venzon enfatiza que os sindicatos são colaboradores do sistema público. “Em Brusque, mais de 30% da população é resolvida por eles. Se os municípios dizem que não dão conta atualmente, imagine com esse adicional. Como o SUS vai absorver essa demanda? O SUS precisa fazer um plano de ação para resolver a demanda utilizando a estrutura própria, mais os sindicatos e os médicos credenciados”, defende.

Entenda
A burocratização do sistema não é de hoje. Há mais de um ano o município de Brusque suspendeu a distribuição de cotas para exames e receitas médicas disponibilizadas aos sindicatos. O atendimento médico era fornecido pelo sindicato, que possuem consultórios próprios na sede ou que trabalham em parceria com outros médicos, por meio de convênios. Após a consulta, o médico direcionava os pacientes para os exames necessários, muitos deles dentro desse sistema de cotas.

Agora, o sistema proibiu também que médicos que atendem por sindicatos fazer qualquer solicitação pelo SUS, sendo o paciente obrigado a esperar na fila comum, sobrecarregando ainda mais o sistema, e gerando mais demora nas consultas. “Ao mesmo tempo que a Secretaria do Estado quer mais recursos, dispensa colaboradores. Os atendimentos pelo sindicato não geravam nenhuma despesa para o sistema público nas consultas”, pontua Venzon.

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Serafim Venzon
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