Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Agência AL

Facebook Flickr Twitter Youtube Instagram

Pesquisar

+ Filtros de busca

 

Cadastro

Mantenha-se informado. Faça aqui o seu cadastro.

Whatsapp

Cadastre-se para receber notícias da Assembleia Legislativa no seu celular.

Aumentar Fonte / Diminuir Fonte
08/11/2013 - 13h03min

Seminário de Prevenção de Deficiências reúne profissionais da saúde

Imprimir Enviar
II Seminário de Prevenção de Deficiências - Foto: Lucas Gabriel Diniz/Agência AL

Ampliar o debate e difundir o conhecimento especializado acerca das ações de prevenção de deficiências é a proposta do II Seminário de Prevenção de Deficiências da Região do Litoral Norte de Santa Catarina, que teve início ontem e segue com atividades ao longo desta sexta-feira (8), no auditório da Univali em Balneário Camboriú. Promovido pela Apae do município, o evento conta com o apoio da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, através da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência  e da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira.

Com uma ampla grade de atividades durante os dois dias de encontro, o foco das palestras ministradas por especialistas da área é abordar o planejamento familiar desde a gravidez até as crianças que apresentem algum atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Durante a abertura do seminário, temas como políticas públicas e ações de prevenção das causas de deficiência no país tomaram conta do debate nas primeiras palestras.

Ao representar o presidente da Comissão, deputado José Nei Ascari (PSD), a assessora Janice Krasniak destacou a importância do Legislativo apoiar eventos desta amplitude. “Apoiar iniciativas como esta desenvolvida pela APAE, que teve início este ano, e tem como meta trabalhar a prevenção visa contribuir para o fortalecimento da causa. Assim contribuímos para um rico debate com resultados positivos”, acredita.

Já a diretora da APAE de Balneário Camboriú, Sandra Mara, revelou que as informações tratadas durante o seminário são fundamentais para os profissionais que atuam na área. Ela acredita que as mudanças no que diz respeito à prevenção e o diagnóstico começam com o debate. “Não podemos deixar o tema esquecido, trabalhos como este asseguram um debate continuo. Isso gera a difusão do conhecimento abrangendo inúmeras pessoas. Saber quais as medidas tomar antes de engravidar e as informações durante a gravidez é fundamental para o nascimento de uma criança saudável”, defende.

Palestras
Médico geneticista e professor de medicina da USP, João Monteiro de Pina Neto abordou as “Ações de prevenção: planejamento familiar, pré, peri e pós-natal”. Em sua palestra, o especialista afirma que no Brasil 35% dos casos de deficiências são oriundos de questões genéticas e outros 42% por problemas durante a gravidez. Ele entende que um pré-natal eficiente e um diagnóstico precoce pode reduzir a deficiência em cerca de 80% dos nascimentos. “Fazer um pré-natal que detecte as alterações, como a toxoplasmose, considerada a maior causa infecciosa, ou até mesmo as anomalias que podem ser verificadas através de um ultrassom são medidas essenciais. Assim, se comprovado qualquer tipo de anomalia, o médico tem obrigação de concluir o diagnóstico para saber ao certo porque o feto tem o problema e quais são suas consequências”, aponta.

Na ocasião, Monteiro fez um alerta sobre o consumo de álcool durante a gravidez. Segundo ele, a substância é um dos principais fatores que desencadeiam algum tipo de deficiência no bebê. “Em nossos estudos, de 20% a 30% das mulheres bebem em nível nocivo no Brasil durante a gravidez. Calculamos, a partir de nossos dados, que de cada 100 mulheres grávidas, uma gera um bebê com deficiência por conta do álcool. Nas APAES, por exemplo, em Limeira (SP), de 400 crianças, 10 possuem uma deficiência por consequência do álcool”, revela.

De acordo com o geneticista, o período crítico para o bebê é nos primeiros 50 dias de gestação, onde as mulheres acabam ingerindo bebida alcoólica sem saber que estão grávidas.
  
A atuação dos profissionais da saúde no momento de dar um diagnóstico de deficiência para as famílias também engloba o debate promovido no seminário, com a palestra da psicóloga Marina Benedet.

Em sua explanação, Marina falou sobre a complexidade da questão e a necessidade de humanização do processo. “A notícia, quando recebida pela família, quase sempre é vista como uma coisa ruim, porém esse conceito precisa ser mudado”. Para isso, ela defende que o profissional precisa estar apto e instrumentalizado para lidar com as pessoas de forma humanizada, fazendo um trabalho de aproximação entre o profissional e a família para gerar um processo de confiança.

Tatiani Magalhães
Sala de Imprensa

Voltar