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15/10/2012 - 13h20min

Professor da Udesc é finalista em concurso de práticas de educação sustentável

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Entrevista com o Professor Eduardo Jara

Um dos seis finalistas da primeira edição do concurso nacional “Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade” é Eduardo Jara, professor do curso de Administração Empresarial da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A iniciativa premia casos práticos de professores de graduação de Administração ou Economia que insiram a temática da sustentabilidade de forma contínua e integrada às aulas.

A final está marcada para o dia 22 de outubro, em São Paulo, quando os trabalhos serão apresentados presencialmente para a banca julgadora do concurso. Os três vencedores serão premiados com uma bolsa de estudo na Babson College, em Boston, para um curso de uma semana sobre empreendedorismo. A abertura do evento será feita pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A cerimônia será aberta ao público e transmitida pela internet pelo sítio www.santander.com.br/sustentabilidade.

Para chegar à final, Jara passou por três fases eliminatórias, competindo com mais de 500 trabalhos inscritos de 27 universidades brasileiras. O projeto defendido por ele foi desenvolvido no primeiro semestre deste ano com alunos das turmas vespertina e noturna do 3º semestre matriculados na disciplina de Análise Estatística.

Segundo o professor, a proposta foi romper a barreira do senso comum e aprofundar as discussões sobre sustentabilidade. “O senso comum é de que geramos muito resíduos, gastamos muita água, utilizamos e desperdiçamos muitas folhas A4. A ideia foi apresentar valores quantitativos e índices numéricos para melhor compreensão e adaptação do tema à realidade de cada acadêmico”, disse Jara.

Cerca de 90 alunos participaram do projeto, individualmente ou em grupo. Eles definiram os temas de investigação, aplicaram ferramentas estatísticas e produziram artigos científicos. Foram mensuradas, por exemplo, questões relacionadas à alimentação saudável, ao consumo de água no banho, à gestão de resíduos no setor produtivo, ao impacto ambiental causado pelo uso de automóveis, entre outras. Uma das conclusões a que os alunos chegaram é que se uma pessoa consumir a porção diária de carne recomendada pela Organização Mundial da Saúde, ao completar 80 anos de idade terá comido o equivalente a doze bois. Outra descoberta foi que o total de gás carbônico liberado por um ser humano durante a vida pode ser compensado com o plantio de apenas um eucalipto.

De acordo com Jara, o diferencial do trabalho está nos indicadores locais, formulados a partir do uso da abordagem quantitativa, aliando análise estatística com o tema sustentabilidade. “Até temos alguns dados gerais, nacionais, mas a mensuração do comportamento individual, particular de cada aluno é que foi um achado interessante. Por exemplo: a quantidade de lixo gerado na cantina da escola, a quantidade de água gasta no banho, a porção diária de carne consumida”.

O resultado de todo esse projeto foi um compêndio de trabalhos intitulado “Sustentabilidade: do senso comum ao bom senso”, composto por 19 artigos científicos selecionados por Jara. A intenção do professor é publicar um livro com a coletânea. “Ficamos à espera de parceiros que queiram investir nessa proposta”. O material está disponível no sítio Ecoeficiência Esag (http://ecoeficienciaesag.wix.com/ecoesag#!ações). Este é um projeto de extensão coordenado pelo professor Daniel Pinheiro, que auxiliou na indicação de bibliografia para embasamento das pesquisas.

Depois da final do concurso, Jara pretende envolver outros professores nesse projeto e continuar desenvolvendo o trabalho junto aos alunos. “Até então, usávamos na disciplina tão somente livros didáticos de autores de outros países, inclusive trazendo estatísticas contextualizadas com uma população diferente da nossa. Esse trabalho foi uma inovação na minha prática pedagógica que deu um resultado positivo. Temos ainda muitos temas que podem ser trabalhados, muitas estatísticas que podem ser geradas. E o Brasil carece disso, precisamos quantificar muitas das nossas ações”, destacou. (Ludmilla Gadotti)

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