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20/03/2014 - 23h51min

Palestra marca Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial

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Dora Bertulio foi a palestrante do evento, promovido pelo PAB e pela Escola do Legislativo. FOTO: Fábio Queiroz/Agência AL

Para celebrar o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, comemorado em 21 de março, a Assembleia Legislativa, por meio do Programa Antonieta de Barros (PAB) e da Escola do Legislativo, realizou, na noite desta quinta-feira (20), o "Encontros pela Igualdade". No evento, os participantes acompanharam a palestra da procuradora da Fundação Palmares, Dora Lúcia de Lima Bertulio, sobre o tema "Reflexões sobre discriminação e racismo - ação afirmativa como remédio político.

Na palestra, Dora apontou que as políticas de ação afirmativa, como o sistema de cotas nas universidades públicas, são o principal instrumento para a inclusão e para o enfrentamento do preconceito racial. "Por conta da nossa história, cabe ao estado, aos governos o papel de protagonista nesse enfrentamento. Eles têm que ter a sensibilidade de iniciar esse processo, porque num primeiro momento, se não for feito algo razoavelmente obrigatório, nós não temos o respaldo. Tanto que temos mais críticas do que aceitação das políticas", considera.

Para a palestrante, as políticas de ação afirmativa evoluíram bastante no Brasil, principalmente nos últimos dez anos. "Mas precisamos avançar mais", acredita. "Uma das grandes conquistas das ações foi a possibilidade e iniciar uma discussão aberta e pública sobre a discriminação racial, além de melhorar a autoestima das pessoas negras, pois elas perceberam que não conseguem espaço não por culpa delas mesmas, mas por culpa de uma sociedade racista".

Dora acredita que um dos desafios é fazer com que as pessoas entendam as ações afirmativas como algo justo, voltado para uma parte da sociedade que é oprimida. "A proposta das ações afirmativas não é fazer exclusão, não é tirar os brancos para colocar os negros no lugar. É para colocar negros e brancos juntos. Isso também possibilitará uma sociedade menos violenta, pois a violência também está relacionada com a discriminação". acredita.

Embora as principais ações afirmativas sejam desenvolvidas atualmente na universidade, a palestrante defende que elas sejam ampliadas para o mercado de trabalho. Ela cita o exemplo do Paraná, único estado do país a reservar, no mínimo, 10% das vagas no serviço público para negros. "Futuramente, deve-se ampliar essas ações para outras áreas, como a arte, a cultura, por exemplo".

Marcelo Espinoza
Agência AL

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