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11/08/2023 - 08h35min

Navegantes recebe simpósio sobre políticas públicas em defesa do idoso

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O simpósio aconteceu na sede do Grupo de Idosos Conviver, em Navegantes.
FOTO: Solon Soares/Agência AL

A adoção de políticas públicas efetivas em defesa do idoso catarinense centraram o debate do Simpósio “Etarismo e a pessoa idosa como protagonista de sua vida”, promovido pelo Parlamento catartinense, através da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, na tarde desta quinta-feira (10), na sede do Grupo de Idosos Conviver, em Navegantes, no Norte do Estado.

O momento, de reflexão e de confraternização, reuniu especialistas, lideranças políticas locais e regionais, representantes dos 11 grupos de idosos da cidade e populares. Mais de cem pessoas participaram do evento.

Protagonismo do debate
Com o envelhecimento da população debater essa pauta é prioridade, avaliou o proponente do evento e presidente da Comissão em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa no Parlamento, deputado Sérgio Motta (Republicanos).

“A Alesc está aqui para trazer elucidações e conscientização. Estamos realizando essa discussão em todo o Estado pela sua importância, pois o etarismo está presente no dia a dia e isso é inaceitável. Queremos um envelhecer com dignidade, qualidade de vida e respeito”, disse o parlamentar que foi categórico em afirmar que o Parlamento vai lutar pela qualidade de vida dos idosos catarinenses e assumir esse protagonismo ao adotar políticas públicas efetivas em defesa do idoso.  

Envelhecimento populacional
A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegue a 2 bilhões de pessoas até 2050, isso representará um quinto da população mundial.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil, em 2016, tinha a quinta maior população idosa do mundo, e, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos.

Detalhe importante revelado pelo IBGE em 2022 é que a população de idosos no estado disparou. Santa Catarina é o quinto estado do país com a maior proporção de pessoas do grupo de 60 anos ou mais de idade. Ao  todo hoje são 1 milhão e 116 mil pessoas que se enquadram neste grupo.

Com o envelhecimento populacional, entram em cena questões como os tipos de violência que são praticadas contra o idoso. Essa pauta foi destacada pelo secretário de saúde de Navegantes, o médico e especialista em saúde pública, Pablo Sebastian Velho.

Ele citou que a negligência e abandono são situações mais comuns e mais cruéis. “As famílias e a sociedade não estão preparadas para lidar com o envelhecimento”, avalia, destacando ainda que o idoso está sujeito a violência física, psicológica e financeira. No seu entender, é necessário a construção de uma rede de enfrentamento para proteger o idoso. “Por isso, debates como esse orquestrado pela Alesc são fundamentais. Temos que conscientizar a sociedade e levar esclarecimento aos idosos a respeito de seus direitos”, pontuou.

Negligência é crime
E foi com o Estatuto do Idoso na mão que a advogada Cleide Batista de Mello reiterou, em sua fala, a importância do idoso conhecer os seus direitos. O documento, organizado pelo Parlamento, foi distribuído a todos os idosos ali presentes.

“Essa cartilha é para todos lerem. Aqui está destacado que negligência é crime”, disse a advogada que centrou a sua palestra neste tema.

A negligência contra o idoso pautou a fala da assistente social e atual secretária da Assistência Social de Navegantes, Juliana Pinto, que informou que esses casos são os mais comuns na cidade.

Juliana falou ainda a respeito das ações desenvolvidas por sua pasta voltadas para o acolhimento do idoso. Noticiou que está perto de ser instalado no município o Centro Dia para o Idoso. “ Ele passa o dia e volta à noite para a casa”, disse.

Denúncias
As denúncias de violência contra a pessoa idosa podem ser feitas pelo Disque 100.

Valquíria Guimarães
Agência AL

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