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18/04/2016 - 14h45min

Líderes partidários avaliam decisão da Câmara sobre impeachment de Dilma

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Líderes partidários comentam decisão da Câmara que autorizou impedimento da presidente Dilma Rousseff. COMPOSIÇÃO: Lucio Baggio/Agência AL

A pedido dos veículos de comunicação da Assembleia Legislativa, as lideranças dos partidos com representação na Casa fizeram uma avaliação do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff, aprovado pela Câmara dos Deputados no domingo (17). Com 367 votos favoráveis, 137 contrários e 7 abstenções, o Plenário da Câmara aprovou o relatório pró-impeachment e autorizou o Senado Federal a julgar a presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade.

O processo contra Dilma segue agora para o Senado, que inicialmente votará a admissibilidade da denúncia e o afastamento da presidente. Essa decisão se dará por maioria simples (41 votos). Para condená-la à perda do mandato e à inegibilidade por oito anos serão necessários 54 votos (dois terços). No Senado, o processo será comandado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A votação do processo do impeachment na Câmara durou cerca de 6 horas. Os partidários do impeachment contaram com o apoio de deputados de 22 partidos. PT, Psol e PCdoB foram as únicas legendas que não deram votos a favor do impedimento.

Confira abaixo como os líderes dos partidos no Legislativo estadual avaliam o processo.

Cesar Valduga (PCdoB)
"Somos do posicionamento em defesa da democracia, da legalidade das investigações, em defesa do estado democrático de direito. Somos contrários à corrupção e a favor da punição aos envolvidos. É importante enaltecer que a presidente Dilma não responde a nenhum processo, a presidente sequer é investigada. Portanto, o que foi aprovado é uma afronta à Constituição, ao estado democrático de direito e à consciência democrática nacional. A luta da democracia versus golpismo prossegue, o golpe poderá ser barrado agora no Senado Federal. É preciso que o Senado aja com mais seriedade, responsabilidade e respeito à Constituição."

Jean Kuhlmann (PSD)
"Ontem o Congresso Nacional deu um grande passo em favor da mudança do Brasil, em favor daquilo que a grande maioria da população do nosso país esperava e que, com certeza, sonhava com a aprovação do impeachment. E agora, cabe a todos nós brasileiros continuarmos lutando para que o Senado também siga nesse ritmo e aprove o impeachment, que é o primeiro passo para uma grande mudança no Brasil, uma evolução, um Brasil mais competitivo e mais moderno, mas que vai ter que passar por grandes desafios. O Brasil a partir deste momento tem condições de voltar a sonhar e voltar a crescer."

Luciane Carminatti (PT)
"Foi lamentável a votação. Todos os deputados se comportaram muito mais como um programa de auditório. Nenhum deputado que votou a favor do impeachment citou a origem ou crime de responsabilidade pelo qual a presidente estava sendo julgada. Isso demonstra que há fragilidade na votação, no processo, e nós vamos continuar lutando, fazendo a defesa no STF e no Senado Federal."

Narcizo Parisotto (PSC)
“Com certeza, o Brasil agiu como devia agir, como se esperava desde praticamente a eleição para o segundo mandato, devido à situação de que antes da campanha era uma mensagem, e a prática logo em seguida começou a ser o contrário. O povo brasileiro é bom, trabalhador, de fé e de coragem. Não é bobo, sabe o que quer, para onde vai e o que deseja na vida. Para o bem da nação, acredito que para o bem da minha família, da família brasileira, esperamos um futuro bem melhor. Penso que era isso que devia acontecer, e agora depende do Senado. E o Senado também com certeza vai corresponder aos anseios da população brasileira.”

Natalino Lázare (PR)
“A Câmara dos Deputados tomou uma decisão importante para o futuro do país. O nosso partido, o PR em Santa Catarina, desde o início manifestou-se a favor do prosseguimento do impeachment da presidente da República. Nosso partido também a nível nacional, majoritariamente, foi a favor. Evidentemente que agora todos estamos aguardando o posicionamento do Senado. É uma decisão importante para o futuro do país e será aguardada com muita expectativa pela população catarinense.”

Patrício Destro (PSB)
"A Câmara dos Deputados fez o que a população queria, o grito das ruas foi correspondido. A gente sabe que o governo não estava bem. Houve, sim, uma infração grave por parte da presidente Dilma e havia motivos para que ela fosse julgada pela Câmara e tivesse sido votado seu impedimento. O povo brasileiro nesse momento comemora porque a situação do país está muito ruim, o governo não tinha mais possibilidade de continuar governando e o povo sentia isso também. Na verdade, o que aconteceu ontem foi um pedido do que a população queria. A democracia não foi quebrada, a democracia foi cumprida. Não houve golpe."

Serafim Venzon (PSDB)
"Foi uma decisão que, de certa maneira, veio tarde. A economia sofre há muito tempo. O povo brasileiro precisa de uma resposta mais urgente. A gente espera que, apesar dessa forma não ser o ideal, talvez seja uma grande oportunidade para o Brasil. No último impeachment que ocorreu, o governo que substituiu acabou fazendo o Plano Real, que certamente foi a decisão mais importante para o Brasil. A gente espera que esse novo governo que vai se instalar em questão de quinzenas tenha criatividade para surpreender o Brasil com algo novo, bom, que renove a esperança dos brasileiros. Por isso a gente torce para que essa decisão que o Congresso tomou seja uma grande oportunidade para o Brasil ressurgir das cinzas."

José Milton Scheffer (PP)
"É um momento triste para vida do país, mas necessário para que seja reestabelecida a ordem, as políticas públicas para o desevolvimento, combate ao desemprego, à corrupção. Ontem foi uma tarde histórica. Com isso, cria-se a esperança que nós possamos construir um Brasil mais justo, mais honesto, mais honesto para a geração atual e para as gerações futuras."

Rodrigo Minotto (PDT)
O líder do Partido Democrático Trabalhista preferiu não se manifestar.

Valdir Cobalchini (PMDB)
"A decisão da Câmara, com ampla maioria, representa o sentimento das ruas e cria um clima de otimismo em todo o Brasil para a solução de dois grandes problemas: as crises política e econômica. O vice-presidente Michel Temer tem larga experiência no legislativo e é a garantia do diálogo que não vinha acontecendo no governo da presidente Dilma Rousseff. Por isso, a decisão da Câmara foi correta. O PMDB de Santa Catarina já havia decidido pela saída do governo, de forma que o PMDB saiu na frente em relação aos outros partidos. A vitória na Câmara não deixa dúvida que a mesma decisão deve ser tomada pelo Senado e vejo que essa é a única solução para as crises política e econômica."

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