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03/04/2014 - 12h12min

Servidores da FCC em greve ocupam a tribuna da Assembleia

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A analista da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Eliza Docena, ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na sessão ordinária desta quinta-feira (3) para expor os argumentos que motivaram a greve dos servidores do órgão, junto a outros segmentos do funcionalismo estadual, e pedir o apoio da sociedade. O convite partiu da deputada Ana Paula Lima (PT).

Segundo Eliza, os servidores públicos estaduais estão sendo “massacrados por uma política salarial cruel e mesquinha, que lhes nega o direito de reposição das perdas inflacionárias, mas concede respostas astronômicas para poucos privilegiados”. Ela afirmou que, enquanto alguns servidores devem receber mais de R$ 4 mil em três parcelas até fevereiro de 2015, outros ganharão cerca de R$ 1 mil em três parcelas até agosto de 2016.

A analista da FCC definiu a situação como um programa de incentivo à evasão de técnicos. “Aplicando a sua ‘isonomia’, o governo faz com que aqueles que recebem mais também recebam mais rápido, enquanto os que ganham menos têm que esperar muito mais tempo”, disse.

Eliza também alegou que a mobilização dos servidores da FCC é resultado de uma “sequência lamentável de dívidas históricas com a cultura de Santa Catarina”. Citou, para exemplificar, a reforma inacabada do Centro Integrado de Cultura (CIC), o sucateamento da Biblioteca Pública, a interdição do Memorial Cruz e Sousa, a inatividade da Casa dos Açores, a gestão do Museu do Mar entregue a terceiros, a falta de manutenção no prédio do Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), casos de patrimônios tombados em estado precário e sem estrutura de fiscalização, como a Ponte Hercílio Luz.

Além disso, criticou a ausência de um Sistema Estadual de Cultura e de uma secretaria exclusiva. Outro ponto levantado pela analista foi a falta de protagonismo do Conselho Estadual de Cultura. “Os últimos governos não construíram uma política de Estado para a cultura em Santa Catarina, onde impera o conservadorismo cultural, o assistencialismo corporativista, o fisiologismo partidário e a ineficácia dos conceitos e modelos públicos de gestão da área”, ressaltou.

A servidora ainda alertou para a incapacidade da FCC de gerir políticas e programas permanentes. De acordo a analista, o financiamento majoritário corresponde a eventos destinados a grupos específicos, em detrimento de projetos de continuidade que beneficiem a população em geral.

Eliza encerrou seu pronunciamento solicitando o apoio da sociedade.  “Esta luta é de todos e para todos nós”, frisou.

Mais informações:
Quanto vale a Cultura?
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A SOL brilha para quem?
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Ludmilla Gadotti
Rádio AL

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