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25/06/2013 - 10h11min

Famílias não estão cuidando bem de seus idosos, alertam entidades sociais de Joinville

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Deputada Dirce Heiderscheidt (PMDB), coordenadora do FórumParlamentar em Defesa da Pessoa Idosa, conduz os debates da audiência pública. Foto: Alberto

Negligências, agressões físicas e psicológicas, exploração financeira. Os casos de violência contra idosos, geralmente praticadas pelos próprios familiares, vêm se multiplicando em Joinville, exigindo uma atuação mais forte do poder público, advertem representantes de entidades sociais do município. O fato foi destacado na tarde desta segunda-feira (24), em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Joinville, que reuniu lideranças políticas e representantes de entidades sociais.

O evento faz parte de um ciclo de audiências públicas promovido pelo Fórum Parlamentar em Defesa da Pessoa Idosa da Assembleia Legislativa com o objetivo de discutir o envelhecimento da população catarinense e conhecer as iniciativas que estão sendo tomadas em favor desta parcela da população.

As informações serão reunidas em um documento, que será entregue ao governador do Estado no dia 16 de setembro, data em que será promovido em Florianópolis um evento em âmbito nacional sobre o tema, afirmou a coordenadora do Fórum, deputada Dirce Heiderscheidt (PMDB). "Queremos entregar este relatório ao governador e também para lideranças nacionais para que subsidie a elaboração de políticas públicas que, de fato, atendam às necessidades desta camada da população, que aumenta constantemente", disse.

 

Casos de exploração de idosos por familiares são comuns

Joinville, que no último censo populacional de 2010 contava com 43 mil pessoas acima de 60 anos, dispõe atualmente de um centro de convivência voltado a esta parcela da população. A estrutura é considerada insuficiente para atender os 75 grupos de idosos do município e o governo do Estado já teria sinalizado a intenção de construir mais uma unidade.

Muito além das deficiências materiais, entretanto, a população idosa da cidade se ressente principalmente de atenção e respeito, alertou a presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Joinville (Comdi), Estefânia Rosa Basi. São cada vez mais comuns, disse, os casos de negligência e abandono praticados contra os idosos no município, na maioria dos casos pelos próprios familiares. "Cada vez mais as famílias estão querendo jogar a responsabilidade do cuidado dos seus idosos para os serviços públicos, que já não estão dando conta".

Outro problema crescente, alertou, é a exploração financeira realizada por parentes como filhos e netos, que se aproveitam da fragilidade dos anciãos para se apoderar de suas aposentadorias. O fato foi confirmado por Marilisa Boehn que coordena a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMIs) de Joinville. "Os registros destes casos têm tomado proporção assustadora. E a punição dos responsáveis é muito difícil, já que muitos idosos evitam denunciar seus familiares". A maior parte dos abusos, disse Marilisa, ainda chega ao conhecimento da polícia indiretamente, por meio do Disque Denúncia (181), Ministério Público e de entidades sociais.

Para a secretária de Assistência Social de Joinville, Tânia Maria Eberhardt, a falta de conscientização de uma parcela da população torna necessária a existência de normatizações como o Estatuto do Idoso.  "Temos a difícil missão de alertar a sociedade sobre a importância do respeito e cuidado aos seus idosos, pois um pai cuida de onze filhos, mas onze filhos muitas vezes não cuidam de um pai".

Também participaram do debate os vereadores joinvilenses Rodrigo Thomazi (PP), Manoel Francisco Bento (PT), Dorval Pretti (PPS), Lioilson Corrêa (PT) e Cláudio Aragão (PMDB).

Alexandre Back
Agência AL

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