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02/10/2019 - 19h03min

Supervisor de obras na Ponte Hercílio Luz é ouvido pela CPI

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Sebastião Rezende trabalhou na supervisão das obras entre 2009 e a rescisão do contrato entre o Estado e o Consórcio Florianópolis Monumento

O engenheiro civil Sebastião de Almeida Rezende afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alesc sobre supostas irregularidades nas obras da Ponte Hercílio Luz que o Consórcio Florianópolis Monumento não teria condições de concluir as obras para as quais foi contratado pelo Estado, em 2008. Ele foi ouvido na tarde desta quarta-feira (2) pelos membros da comissão.

Rezende ingressou na obra em 2009 e permaneceu até 2015, um ano após a rescisão do contrato entre o consórcio e o Estado. Ele trabalhava para a Prosul-Concremat, consórcio contratado pelo governo para gerenciar, supervisionar e apoiar a fiscalização das obras.

O relator da CPI, deputado Bruno Souza (sem partido), mostrou ao depoente relatórios assinados por ele, nos quais fazia alertas ao antigo Deinfra sobre os atrasos na execução das obras, com descumprimento do prazo final para a entrega das obras. O engenheiro confirmou o teor dos documentos e ressaltou que, apesar dos avisos recorrentes sobre o não cumprimento do cronograma das obras, a fiscalização e as decisões cabiam ao Deinfra.

“A obra tinha muita morosidade”, afirmou Rezende. “Parte disso, por falta de recursos, mas o pagamento pelos trabalhos executados era feito, talvez não na data exata, mas o que foi feito foi pago.”

Para o engenheiro, o consórcio construtor não fez os investimentos necessários em pessoal e equipamentos para a reforma da ponte. Ele afirmou que o Florianópolis Monumento reduziu o número de funcionários no canteiro de obras e relatou abandono por parte de terceirizados por falta de pagamento.

"Talvez pode ser a partir de 2011 que a gente viu que não ia. A não ser que a empresa pegasse, por ela própria, e desse um gás na obra para mostrar que estava na condição de correr atrás do cronograma", afirmou Rezende.

O engenheiro não soube dizer à CPI se o consórcio foi punido pelo Deinfra pelos atrasos no cronograma, mas afirmou acreditar que não houve penalizações. Também confirmou que a obra foi realizada sem seguro de risco de engenharia.

“Com todo o atraso, se viu que jamais poderia se estabelecer data para terminar a obra. Aquilo já estava insuportável para o Estado”, disse Rezende, ao responder quais seriam os motivos para a recisão do contrato. Questionado se acreditava se o Consórcio Florianópolis Monumento teria condições de entregar a reforma da ponte, o depoente afirmou que não.

Relatório preliminar
O relator da CPI informou que entregará nesta quinta-feira (3) aos demais membros da comissão um relatório preliminar sobre as investigações. Os depoimentos prosseguem até 5 de novembro e o relatório final será apresentado até o início de dezembro.

Marcelo Espinoza
Agência AL

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