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09/08/2013 - 17h25min

Debate na Assembleia aborda manifestações e conjuntura política do Brasil

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Um dos líderes do Movimento dos Sem Terra e da coordenação nacional da Via Campesina, João Pedro Stédile, mediou um debate sobre a atual conjuntura política no Brasil e o poder das manifestações realizadas nos últimos 60 dias em todas as regiões do país. Líderes de movimentos sociais do estado participaram do encontro proposto pelos mandatos dos deputados Sargento Amauri Soares (PDT) e Padre Pedro Baldissera (PT), realizado na tarde desta sexta-feira (9) na Assembleia Legislativa.

Stédile afirmou que a base econômica voltada ao capital financeiro “transformou nossas cidades num inferno com as políticas tributárias que beneficiaram a indústria automobilística e encheram as cidades de automóveis, sem privilegiar o transporte público”. Outro ponto criticado foi a especulação imobiliária que aumentou em 150% o valor dos imóveis em todo o Brasil, colocando os pobres ainda mais à margem da sociedade.

Para o líder social, os jovens buscaram ter voz nas questões do Brasil por não fazerem parte das decisões e sofrerem com os problemas das grandes cidades. “A igreja não quer saber, os sindicatos vivem sob o mando das diretorias, nos partidos há cartas marcadas e o jovem não tinha participação em nada. Agora, exigiram participar do processo. Foram para rua, o melhor parlamento para o povo”, analisou.

Segundo Stédile, os movimentos sindicais são uma pequena parcela da população que permanece organizada e pode ser a ponte para o clamor dos jovens que vem das ruas. “Assim podemos encaminhar as reformas política, do judiciário e a forma de elegermos nossos representantes. Queremos propor um plebiscito para que o povo decida se quer ou não uma nova Constituinte”.

Presente no início do debate, Sargento Soares chamou a atenção dos presentes ao ressaltar que o levante das ruas não partiu dos movimentos sociais, fato que precisa ser analisado. “A inércia que tanto reclamávamos foi quebrada não pelas organizações populares e com um grande ecletismo nas pautas”, disse. Soares também criticou a política de isenção para grandes indústrias que refletem no martírio da massa popular, refém da falta de estrutura nas grandes cidades. “Este dinheiro poderia ser revertido em passagem gratuita no transporte público”, defendeu o deputado.

Em virtude de agenda no Extremo Oeste, o deputado Padre Pedro Baldissera justificou sua ausência no debate.

Rony Ramos
Rádio AL

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