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25/06/2015 - 09h41min

Congresso sobre parto humanizado debate assistência materno-infantil

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FOTOS: Yuri Santos/Agência AL

A necessidade de melhorar a qualidade da assistência à saúde materno-infantil em todas as esferas e níveis da atenção e a reflexão sobre os papéis da mulher moderna são alguns aspectos em debate no 1º Congresso Parto Humanizado em Defesa da Vida. O evento é promovido pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, em parceria com entidades civis, no Auditório Antonieta de Barros, até sexta-feira (26). Cerca de 500 profissionais de diversas áreas, a maioria mulheres, participam do congresso.

Na abertura, na manhã desta quinta-feira (25), a deputada Ana Paula Lima (PT), presidente da comissão, enfatizou que é prioridade garantir segurança e qualidade de atendimento às mulheres, “de modo que todos os bebês possam vir ao mundo de forma carinhosa e com a atenção que merecem”. Para que o Brasil não seja mais campeão em cesarianas, ela destacou que são necessários muitos esforços na implementação das políticas públicas de atenção à gestante e ao bebê.

O índice nacional de cesarianas foi de 56,8% em 2013, segundo dados do Ministério da Saúde. Santa Catarina é a campeã nacional, conforme o representante da Secretaria de Estado da Saúde, Clésio Espezim. “Infelizmente, temos um índice de 60% de cesarianas. Em algumas regiões do estado, chega a 72%. Precisamos ultrapassar essa vergonha nacional.” Espezim analisou que a efetivação das ações previstas no programa Rede Cegonha ajudará a mudar esse retrato. A cobertura de pré-natal a 70% de todas as gestantes já foi um grande avanço, na opinião dele. Uma novidade anunciada foi a inauguração, em Lages, da primeira Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, uma unidade de cuidado que será referência em gestação, parto, nascimento e puerpério de alto risco.

“Quando discutimos o parto humanizado, em grande medida estamos discutindo qual é o melhor significado daquele momento para nós. Precisamos fazer esse debate para mostrar a muitas mulheres que o que elas viveram não é normal, é uma violência. E o que elas viveram, as outras gerações não precisam viver”, disse a secretária de Estado de Assistência Social, Angela Albino.

Palestra
Frisando que humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher, a coordenadora geral de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Ester de Albuquerque Vilela, informou que 40% dos partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são cirúrgicos. No setor privado, as cesarianas chegam a 87,5% do total. Ela afirmou que o Brasil será exemplo para o mundo de como superar esse modelo vigente de atenção ao parto com as políticas públicas que estão sendo implementadas. Como feminista, defende o direito à decisão sobre o tipo de parto desejado, “mas a mulher tem que decidir com informação. Nossa cultura foi subtraindo a competência natural e transformando o parto em um ato médico”, ponderou.
Maria Ester citou pesquisas que mostram que o modo como o bebê nasce faz diferença. “A forma como estamos lidando hoje com o parto, provavelmente, trará prejuízos muito grandes. Os riscos da cesárea são conhecidos, mas sequer mencionamos os riscos de longo prazo." Ela citou, como exemplo, estudos comprovando que a passagem do bebê pela vagina é fundamental para trazer imunidade, em função do contato com as bactérias existentes. “Se continuarmos a mudar a forma do nascimento, corremos o risco de mudar quem somos.”

Lisandrea Costa
Agência AL

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