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15/09/2016 - 11h48min

Comunidades pedirão ao governo uso público de área na Capital

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Deputado Roberto Salum coordenou audiência pública
FOTO: Solon Soares/Agência AL

As comunidades da Agronômica, Morro do Horácio e Vila Santa Rosa decidiram que irão ao governador reivindicar que o terreno que atualmente abriga o Direto do Campo, na Beira-Mar Norte, na Capital, continue de uso público. “Tenho certeza de que o governador Raimundo Colombo não vai deixar vocês desamparados, mas também não vamos embaraçar o governador nem o prefeito, enquanto tem diálogo as coisas podem ser resolvidas amigavelmente”, declarou o deputado Roberto Salum (PRB), durante audiência pública que discutiu a questão, realizada na noite desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa.

“O que fazer se tirar o campinho dali? Eu cresci no meio daquilo ali, os poucos que se salvaram saíram dali, me preocupo com as crianças, a gente tem de se mobilizar por que a prefeitura não faz nada, já vi muito amigo meu morrer por causa do ‘deus dará’ no povo da Agronômica,”, advertiu Bruno Abdala, morador do bairro. “Criei minhas filhas brincando no Direto do Campo, meu neto joga bola lá, fico triste de saber que vão tirar o campinho dali, não tem local de lazer, aonde vão brincar?  Na rua? Vamos ficar sem lugar para brincar”, lamentou Ivonete Borges da Silva, presidente da Associação Vila Santa Rosa.

Jairo de Andrade Backer questionou o interesse público em retirar o Direto do Campo da Agronômica. “Tenho 64 anos, vi tudo acontecer, tenho vergonha do meu bairro, o único que não tem nada, foi o Marcos Vieira que fez a cessão de uso para nós, o pessoal do sacolão ajuda uma série de pessoas, não podemos perder aquela área”, argumentou Jairo.

Kelly Cristiny Cabral, que representou a Secretaria de Estado da Administração, argumentou que a área de lazer contígua ao Direto do Campo não foi objeto de ação judicial. “O que está sendo questionado é o uso comercial da área de cerca de 10 mil metros quadrados”, explicou a servidora, que avisou que após a reintegração de posse não será permitida a permanência do Direto do Campo. “Assim que o estado for notificado a reintegração vai acontecer e espero que de forma pacífica”, afirmou Kelly Cabral.

A representante do Ministério Público, Ariadne Clarissa Klein Sartori, reconheceu o desejo da comunidade de continuar usufruindo a área. “É bem visível o clamor por projetos de esporte e de lazer. Está na hora das comunidades procurarem os políticos para que a área continue sendo destinada ao interesse social”, recomendou a promotora pública.

Um puxão de orelhas
Roberto Salum, fiel ao seu estilo, repreendeu a comunidade da Agronômica. “A Justiça não errou, mandou devolver (o terreno) porque os senhores, quem administrou em nome de vocês, não administrou certo”, disparou. O deputado manezinho explicou que o terreno foi cedido à Associação de Moradores da Agronômica (AMA) em 1999, por 10 anos, para fins sociais, principalmente cultura e lazer. “Mas passou a ser usado para fins lucrativos”, reconheceu Salum, que garantiu aos presentes à audiência que o problema será solucionado. “Ali vai ser decidido politicamente com o prefeito e o governador, com auxílio do Ministério Público e com as ideias de vocês”, finalizou o deputado.

Vítor Santos
Agência AL

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