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26/02/2016 - 17h19min

Paul Singer aponta virtudes da economia solidária em palestra na Alesc

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Secretário nacional de Economia Solidária participou do Encontro Catarinense de Economia Solidária, realizado nesta sexta-feira (26)

“Se você estiver em uma situação em que duas pessoas estão felizes, mas uma ajudou a outra, então quem é mais feliz? A que ajudou, isso é unânime, não encontrei um auditório que apontasse a outra. A economia solidária se baseia nisso, é uma forma peculiar de relacionamento humano”, descreveu o professor Paul Singer, secretário nacional de Economia Solidária, durante palestra a ativistas da economia solidária, realizada na tarde desta sexta-feira (26) na Assembleia Legislativa.

Segundo o professor, no capitalismo todos são convidados a competir. “Desde a escola as crianças vão disputar o prêmio de melhor aluno e possivelmente evitar o contraprêmio, o de pior aluno”, brincou Singer, explicando em seguida que a solidariedade é o contrário da competição. “A solidariedade é o exato oposto do principal ensinamento do capitalismo, de que só somos felizes quando superamos o outro, quando somos bons, fortes ou espertos, quando ganhamos mais dinheiro, mesmo tirando o emprego de outro”, explicou Singer.

O ex-professor da Universidade de São Paulo (USP) comparou o dia-a-dia daqueles que praticam a economia solidária ao relacionamento entre aluno e professor. “A colaboração entre aluno e professor é estratégica para gerar conhecimento, o mestre Paulo Freire ensinou que ninguém ensina nada a ninguém, mas que se aprende junto. A economia solidária é uma economia de trabalhadores solidários, se houver a competição é um erro”, afirmou Singer.

Laíde David Vitorino, de Gaspar, integrante da GasparArt, concordou com o professor. “A economia solidária é diferente da economia tradicional, todos que fazem parte têm uma visão diferente, transformadora, passamos a ver o ser humano de uma forma diferente”, enfatizou Laíde. Segundo a ativista, os entusiastas da economia solidária do Vale do Itajaí criaram um fundo rotativo e estão na iminência de lançar uma moeda, o “pila”.

“O Fundo Rotativo Solidário ajuda na hora de comprar um remédio, de pagar a conta de luz ou de água, é um avanço, uma libertação, um exemplo de que temos de nos mexer, nos organizar para que as coisas aconteçam, não podemos esperar tudo do poder público”, defendeu Laíde.

SC em dívida com catadores
Dorival Rodrigues do Santos, de Palhoça, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), cobrou do secretário de Assistência Social, Trabalho e Emprego (SST), Geraldo Althoff, presente no evento, o repasse de R$ 3,8 milhões, que está em aberto desde 2014. “As cooperativas e associações de catadores estão em condições precárias e aguardam sair do papel os recursos para equipar as associações e investir na formação dos associados”, informou Dorival, que garantiu que o governo federal já repassou à R$ 1,3 milhão ao estado.

Economia solidária sem dinheiro
Luciane Carminatti (PT) fez um apelo ao governo do Estado para que reveja a extinção do Fundo Estadual de Economia Solidária, conforme dispôs a Medida Provisória nº 205/2015, que ainda não foi analisada pelos parlamentares. “O poder público poderia ser mais solidário, o orçamento da assistência social é uma tristeza, era de 0,7% e baixou para 0,5%. Sabemos que a situação está difícil, mas há recursos para as grandes empresas. Elas vêm, se instalam, levam lucro para fora e geram poucos empregos. Nós queremos mais recursos para crédito e para incentivos”, afirmou Carminatti.

Vítor Santos
Agência AL

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