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07/02/2013 - 13h15min

Candidata ao Parlamento italiano visita Assembleia Legislativa

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Entrevista com Renata Bueno

A ex-vereadora de Curitiba Renata Bueno (PPS-PR) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina durante a sessão ordinária desta quinta-feira (7) para apresentar sua candidatura à vaga de deputada no Parlamento italiano. Ela disputa o cargo nas eleições previstas para fevereiro.

Em seu pronunciamento, Renata convocou italianos que moram no Brasil e brasileiros com nacionalidade italiana a participarem da votação, que é facultativa. A América do Sul pode eleger quatro deputados e dois senadores. A atividade parlamentar é exercida de forma ordinária, com participação em votações e elaboração de propostas.

Conforme a candidata, a América do Sul concentra o maior número de descendentes italianos do mundo. Só no Brasil são 30 milhões. Em relação ao número de eleitores, a Argentina fica em primeiro lugar, com 500 mil pessoas aptas a votar. O Brasil ocupa a segunda colocação, com 350 mil eleitores. Os estados de Santa Catarina e Paraná, que fazem parte da mesma circunscrição consular, somam 50 mil eleitores. “Geralmente a Argentina conquista a maior parte das vagas. Por isso, é importante conscientizar todos os eleitores ítalo-brasileiros sobre esse direito e mobilizá-los”.

Na última eleição, a participação dos ítalo-brasileiros foi de 30%. A média de votantes mais alta é do estado de Santa Catarina, que corresponde a 50% dos eleitores.

Histórico e propostas
Renata Bueno é advogada especialista em Direitos Humanos pela Universidade de Padova e mestre pela Universidade de Roma Tor Vergata, onde faz doutorado. Foi eleita em 2009 a vereadora mais jovem de Curitiba.

Atuante na política italiana há 10 anos, sua candidatura à Camera dei Deputati é apoiada pela Unione Sudamericana degli Emigranti (USEI). É alinhada ao Partido Democrático Italiano, de centro-esquerda, com posicionamento anti-Silvio Berlusconi.

Garantir melhores serviços e apoio aos italianos residentes no Brasil e na América do Sul é uma de suas propostas. Ela também pretende atuar para agilizar o processo de reconhecimento de cidadania italiana para os descendentes de imigrantes. Além disso, suas proposições têm como objetivo promover projetos de intercâmbio cultural e educacional entre universidades dos dois países e criar projetos que beneficiem o comércio entre pequenos e médios empresários descendentes e a Itália.

Apoio dos parlamentares
A solicitação para que Renata Bueno ocupasse a tribuna do Parlamento catarinense partiu do deputado Edison Andrino (PMDB). O requerimento foi subscrito por todos os líderes da Casa.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Joares Ponticelli (PP), enfatizou que Renata pode se tornar a primeira brasileira eleita deputada no Parlamento da Itália. “Santa Catarina e Paraná representam um grande colégio eleitoral e temos a possibilidade real de vê-la como nossa representante no Parlamento italiano.”

Ponticelli apresentou a proposta de instalação de um consulado no estado, pleito que foi prontamente assumido como compromisso pela candidata. “A estrutura consular realmente não dá conta da demanda”, falou Renata.

O autor do requerimento, deputado Andrino, destacou a importância de ter uma representante brasileira no Parlamento italiano. “A Itália é o único país do mundo que permite que descendentes que vivem em outros países possam votar e ter representantes no Congresso. Ela vai ser a nossa Anita, não a do Garibaldi, mas a Anita dos muitos catarinenses descendentes de italianos”, afirmou.

Os deputados Nilson Gonçalves (PSDB), Valmir Comin (PP), Darci de Matos (PSD), Mauro de Nadal (PMDB) e Serafim Venzon (PSDB) também manifestaram apoio à candidatura de Renata Bueno.

Como votar
As pessoas aptas a votar no Brasil recebem em casa um envelope enviado pela Embaixada Italiana com as devidas instruções e as cédulas eleitorais, uma para deputado e outra para senador.

É preciso marcar um xis na sigla disposta na lista e escrever o nome do candidato. Depois, é preciso devolver as cédulas de votação para o consulado via Correios. Para o voto ter validade, as cédulas devem ser entregues no consulado até o dia 21 de fevereiro.

Ludmilla Gadotti
Rádio AL

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