Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Agência AL

Facebook Flickr Twitter Youtube Instagram

Pesquisar

+ Filtros de busca

 

Cadastro

Mantenha-se informado. Faça aqui o seu cadastro.

Whatsapp

Cadastre-se para receber notícias da Assembleia Legislativa no seu celular.

Aumentar Fonte / Diminuir Fonte
17/10/2023 - 11h25min

Com déficit de R$ 7 milhões, Hospital Regional de Chapecó centra debate da Bancada do Oeste

Imprimir Enviar
Colegiado se reuniu na manhã desta terça-feira (17), na Sala da Presidência.
FOTO: Giovanni Kalabaide

A situação do Hospital Regional de Chapecó centrou o debate dos parlamentares da Bancada do Oeste com a secretária de Estado de Saúde, Carmen Zanotto, com o presidente do HRO, Reinaldo Fernandes Lopes e o secretário municipal de saúde de Chapecó, Jader Danielli, na manhã desta terça-feira (17) na sala da presidência no Parlamento.

Uma nova reunião agendada para o dia 27 de outubro na Alesc foi o principal encaminhamento do encontro, que tentou buscar uma definição para a principal reivindicação apresentada pelo representante da instituição hospitalar, Reinaldo Fernandes Lopes.

Aporte financeiro

Ele pleiteou junto a Secretaria de Saúde um aporte financeiro, via convênio, de R$ 7 milhões mensais pelo prazo de três anos. Segundo Lopes, atualmente o déficit mensal do HRO oscila entre R$6,5 a R$ 7 milhões. “ A situação já é dramática”, admitiu.        

Dívida de R$ 20 milhões

Maior hospital da região Oeste, o HRO realiza 90% dos atendimentos pelo SUS e tem vocação regional, servindo como modelo em média e alta complexidade para 2,5 milhões de catarinenses.
Lopes apresentou números que atestam a importância da unidade hospitalar na região.

Ele citou que o HRO realiza duas mil internações mês, cinco mil atendimentos mês no Pronto Socorro, 55 mil exames de laboratórios/mês e 10 mil exames por imagens/mês. “Somos referência para mais de 1,3 milhão de habitantes e possuímos 1,5 mil colaboradores, com 350 médicos que trabalham conosco”, informou.

O presidente do hospital revela que a despesa mensal da unidade é de R$ 16,5 milhões. “Recebemos R$10 milhões por mês, precisamos de um equilíbrio financeiro para podermos trabalhar, pelo menos por um prazo de três anos, para regularizar todas as nossas contas.  Hoje temos R$20 milhões de dívida atrasadas”, desabafou.

Estudos avançados 

A secretária Carmen Zanotto disse que discutir saúde é um tema complexo e importante. Ela argumentou que o Oeste terá um grande investimento na área da saúde do atual Governo. Citou a situação confortável do Hospital da Criança Augusta Müller Bohner, que deve se tornar referência para atendimento pediátrico na região Oeste. Até o início deste ano, a unidade era administrada pela Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, em conjunto com a Prefeitura do município. Atualmente a gestão é feita pelo Instituto Santa Clara. 

“Paralelo a isso, também estamos discutindo o contrato entre o Hospital Regional do Oeste e o município, e que a Secretaria de Estado da Saúde faz o aporte de recursos, por meio da Política Hospitalar Catarinense”, disse, informando que mais de R$ 500 milhões foram destinados para a Política Hospitalar Catarinense até o momento pela pasta.

Carmen Zanotto acrescentou que a Secretaria de Saúde está construindo um novo plano para a atual Política Hospitalar Catarinense. “A situação é muito complexa, precisa ser regularizada e por isso que nós já estamos com estudos praticamente concluídos e muito em breve a sociedade catarinense ficará sabendo”, informou, destacando que a situação do HRO será resolvida em breve. “O Oeste não vai ficar desassistido”.  
 
Preocupação 

A deputada Luciane Carminatti (PT), que juntamente com os deputados Zé Caramori e  Altair Silva (PP), foi proponente desse encontro, coordenado pela Bancada do Oeste, afirmou que está preocupada com a situação do financiamento do Hospital do Oeste, que depende de um convênio com a secretaria de Estado da Saúde.

“É o maior hospital da nossa região. Eu confesso que saio muito preocupada dessa reunião porque objetivamente não temos uma data definida em relação ao financiamento, não temos ainda definição de prazos para os pagamentos da Secretaria de Saúde ao HRO", pontuou.

Para a parlamentar, é inviável administrar um hospital com esta insegurança. "A Secretaria de Saúde afirmou que estão sendo elaborados estudos técnicos bem avançados, mas que não foram apresentados para a nossa Bancada. Esperamos que ainda esse mês a Secretária possa apresentar esses estudos e a gente possa chegar a uma definição que traga segurança ao HRO”, avaliou.

Presentes no encontro conduzido pelo coordenador da Bancada do Oeste, deputado Marcos Vieira (PSDB), o presidente da Casa, deputado Mauro De Nadal (MDB), os deputados Neodi Saretta (PT),  Padre Pedro (PT), Altair Silva (PP),  Jair Miotto (UB) e Fabiano da Luz (PT).

Valquíria Guimarães
Agência AL

Voltar