Finanças aprova acordo que garante direito a ACTS se licenciarem para cuidar de filhos
Com laudos médicos, professores temporários passam a ter direito a 15 dias de licença remunerada
Entendimento resulta em substitutivo
Com rodadas de negociações entre parlamentares e representantes do governo, avançou na Comissão de Finanças o projeto que garante aos professores da rede estadual Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) o direito a afastamento remunerado por até 15 dias para cuidar de filhos menores, desde que respaldados por laudo médico.
A licença é única, e adiante deste prazo o professor será desligado, mas sua classificação na lista de selecionados à função será mantida para o ano seguinte, viabilizando possível recontratação.
Reconhecimento dos participantes
O avanço foi viabilizado por um texto substitutivo ao projeto de lei 267/2022, da deputada Luciane Carminatti (PT). A proposta era reivindicação da categoria desde que, em 2015, os ACTs perderam direito a acompanhar filhos menores em consultas médicas sem perda do dia trabalhado.
Carminatti apresentou o projeto que garantia também esse direito, mas reconheceu avanço no texto substitutivo apresentado pelo relator, deputado Camilo Martins (Podemos).
A deputada creditou a costura também ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia, com o governador Jorginho Mello.
O líder do governo, deputado Maurício Peixer (PL), também valorizou a sensibilidade do governo e o interesse da secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta em viabilizar o avanço. A matéria passou com aprovação unânime.
“Devo lembrar que os ACTS representam 70% do quadro de professores, não é pouca gente”, destacou Luciane. “Não é o texto original, mas há avanços”, reforçou a deputada.
Agora, a lista de classificação da seleção de professores temporários também deverá ser publicada preferencialmente até setembro do ano anterior, e a dos contratados até dezembro, viabilizando melhor programação dos ACTs.
“São medidas importantes”, valorizou a parlamentar, elogiando o empenho do relator e da Casa Civil para construir o substitutivo em tempo de ser votado na Comissão.
Governo demonstra sensibilidade
“Quero destacar o papel do Legislativo e o reconhecimento do governo à iniciativa, valorizando a proposta independente de quem apresentou”, disse o líder governista Maurício Peixer. “Os ACTs precisam muito receber atenção, e a publicação dos selecionados em setembro é um avanço”, reforçou o deputado Jair Miotto (União).
Pela nova norma, o concurso a ser realizado no próximo ano, com lista de classificados a ser publicada em setembro, valerá para o biênio 2027/2028.
Valorização de homens e meninos
A Comissão também aprovou o projeto de lei 206/2022, de autoria da deputada Ana Campagnolo (PL), que estabelece a promoção de ações que visem à valorização de homens e meninos e a prevenção e combate à violência contra os homens.
A matéria estava sob vistas da deputada Luciane Carminatti, que devolveu o processo sem manifestação, alegando que iria se posicionar contra o avanço da matéria na Comissão de Educação, responsável pela análise de mérito.
O projeto foi colocado em votação pelo presidente da Comissão de Finanças, deputado Marcos Vieira (PSDB), com o parecer original do relator, deputado Antídio Lunelli (MDB), e passou, com voto contrário da parlamentar petista.
Perguntas Frequentes
Qual é o principal benefício aprovado?
Professores ACTs passam a ter direito a 15 dias de licença remunerada para cuidar de filhos menores, mediante laudo médico.
O que é o texto substitutivo?
É a nova redação apresentada pelo relator Camilo Martins (Podemos), construída com apoio do governo e da autora do projeto, deputada Luciane Carminatti (PT).
Quando a nova regra será aplicada?
O concurso de ACTs a ser realizado no próximo ano, com publicação da lista em setembro, valerá para o biênio 2027/2028.
O que muda na publicação das listas?
A lista de classificação deve ser publicada até setembro e a de contratados até dezembro, permitindo melhor planejamento dos profissionais.
Como acompanhar a tramitação e a votação?
Pelo site de Proposições Legislativas da Alesc (ELEGIS) e pelas transmissões da TVAL e da Rádio AL.
Agência AL






