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10/02/2026 - 16h54min

Baixo preço da cebola é destaque na sessão ordinária

Sessão debate crise da cebola após emergência em Ituporanga; pauta aborda mobilidade no Vale, Fevereiro Roxo e taxas cartoriais em Santa Catarina.
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Deputado Carlos Humberto
FOTO: Daniel Conzi/Agência AL

A crise enfrentada por produtores de cebola em Santa Catarina ganhou destaque durante a sessão da Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (10). O município de Ituporanga decretou emergência econômica na cadeia produtiva da cebola em razão das dificuldades de comercialização provocadas pelos baixos preços de venda.

O tema foi abordado pelo deputado Carlos Humberto (PL), que relatou visita recente ao município e afirmou ter recebido diretamente dos produtores a demanda por apoio na busca de soluções.

“Estivemos nas propriedades de produtores e também em empresas que trabalham com a cebola, e realmente a crise é grande. O preço final de venda não cobre nem metade do custo de produção”, comentou o parlamentar.

Também sobre o assunto, o deputado Sargento Lima (PL) apelou para uma atuação conjunta dos parlamentares em busca de alternativas. “Vimos imagens de cargas e cargas de cebolas jogadas às margens das rodovias aqui no Estado porque o custo de produção é maior do que o preço de venda. É um momento em que precisamos intervir e cobrar providências da Secretaria da Agricultura para que possamos impor limites.”

Ainda durante sua manifestação, Lima lembrou um avanço recente conquistado pelos produtores de fumo em Santa Catarina. A Alesc aprovou uma lei que permite a classificação das folhas de tabaco dentro das próprias propriedades rurais.

O processo consiste em uma análise técnica que determina a qualidade do produto e o valor a ser pago aos agricultores. Até então, o procedimento seguia normas do Ministério da Agricultura e era realizado nas unidades das empresas compradoras, o que, segundo os produtores, reduzia a transparência do processo.

Infraestrutura de mobilidade no Vale do Itajaí
A infraestrutura de mobilidade no Vale do Itajaí voltou à pauta da tribuna, desta vez por iniciativa do deputado Napoleão Bernardes (PSD). O parlamentar demonstrou preocupação com o trevo de acesso que liga a rodovia Governador Jorge Lacerda à BR-101.

“O local é uma confusão. A lei de trânsito já não vale mais: ali prevalece a lei do mais forte e do mais rápido. É, de fato, algo vergonhoso”, afirmou.

Fevereiro Roxo
A atenção às doenças crônicas foi tema da manifestação do deputado Neodi Saretta (PT), que destacou a campanha Fevereiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia.

A mobilização nacional busca alertar para a importância do diagnóstico precoce e combater o preconceito, ressaltando que, embora não tenham cura, essas doenças podem ter seus efeitos amenizados com tratamento adequado.

“Destaco esse tema porque envolve muitas pessoas. O Brasil vive um processo de envelhecimento da população, e esse cenário amplia os desafios na área da saúde, exigindo atenção especial às doenças crônicas”, afirmou o parlamentar.

Críticas
A sessão desta terça-feira também foi marcada por pronunciamentos de crítica de parlamentares, que utilizaram a tribuna da Alesc para debater diferentes temas. Entre eles, a veiculação de notícias sobre atendimentos da Polícia Militar de Santa Catarina, críticas ao governo federal e o aumento das taxas cartorárias no Estado.

O deputado Jessé Lopes (PL) se pronunciou contrariamente a informações divulgadas por uma emissora de televisão sobre a atuação da Polícia Militar em ocorrências envolvendo mulheres.

“Vemos críticas à forma como a PM realizou atendimentos, com reportagens que falam em agressões cometidas por policiais, mas não vemos o mesmo destaque para casos em que bandidos agrediram a esposa de um policial que foi esfaqueado dentro da própria casa.”

O parlamentar também parabenizou o Batalhão de Operações Especializadas (Bope) de Santa Catarina pela prisão do suspeito envolvido no crime contra o policial militar.

Já o deputado Junior Cardoso (PRD) fez duras críticas ao governo federal em razão de uma fala do presidente da República, que teria afirmado que 90% dos evangélicos vivem da ajuda do Estado. “Não posso ficar sentado e engolir isso. Isso é uma vergonha. Aquilo em que eu acredito não é o que esse homem anda falando por aí”, declarou.

O deputado Ivan Naatz (PL) abordou o aumento das taxas cartorárias em Santa Catarina. “Aprovamos aqui na Alesc uma lei que possibilitou o aumento das taxas nos cartórios do Estado, o que gerou custos elevados para o bolso dos catarinenses. Isso foi um erro, do qual eu fiz parte, e agora precisamos rever e revisar essa legislação.”

Por fim, o deputado Marquito (PSOL) demonstrou indignação com a votação de duas mensagens de veto do governo do Estado.

“Construímos dois projetos – que foi acordado desde a CCJ e até mesmo com secretários estaduais – e que beneficiariam os catarinenses, e vimos o governo vetando. É quase inacreditável ver o que estou vendo, alguns parlamentares da base de governo que não têm posição definida e compromisso com a população catarinense.”


Perguntas Frequentes

1) Por que foi decretada emergência econômica em Ituporanga?

O decreto ocorreu devido à crise na comercialização da cebola em SC, onde os baixos preços de venda não cobrem nem a metade dos custos de produção dos agricultores.

2) O que os deputados reivindicam sobre a crise da cebola?

Os parlamentares buscam intervenção e cobrança de providências junto à Secretaria da Agricultura para apoiar os produtores e estabelecer limites que protejam a categoria.

3) O que é a campanha Fevereiro Roxo?

É uma campanha de conscientização sobre o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia, focando no diagnóstico precoce e no tratamento adequado para amenizar os efeitos das doenças.

4) Qual infraestrutura foi criticada no Vale do Itajaí?

O trevo de acesso que liga a rodovia Governador Jorge Lacerda à BR-101 foi classificado como vergonhoso e perigoso para a mobilidade regional.

5) Qual a posição do deputado Ivan Naatz sobre as taxas cartorárias?

O deputado afirmou que a aprovação da lei que aumentou as taxas foi um erro e defendeu a necessidade de rever e revisar a legislação atual.


Simone Sartori
Agência AL

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