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08/09/2025 - 18h06min

Alesc debate morosidade nas obras de reforma da Escola Aderbal Ramos da Silva

Reunião ampliada da Comissão de Educação apontou atraso de 14 anos na conclusão da obra em escola do bairro Estreito, em Florianópolis
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FOTO: Pedro Alves

Debate sobre a obra iniciada em 2011
Na tarde desta segunda-feira (8) a Assembleia Legislativa realizou uma reunião ampliada da Comissão de Educação e Cultura para debater a situação das obras de reforma da Escola de Educação Básica Aderbal Ramos da Silva, no bairro Estreito, região continental de Florianópolis.

A reunião foi presidida pelo deputado Marquito (Psol), que destacou a morosidade para a conclusão da reforma que iniciou ainda no ano de 2011.

“Essa reunião ampliada é o último recurso dessa Comissão. Já realizamos visitas in loco, ouvimos e acolhemos as demandas da comunidade escolar, intermediando diálogos entre comunidade e Secretaria de Estado da Educação e empresas que já passaram pela obra. É uma angústia, são 14 anos o que essa comunidade está vivendo, e, portanto, é dever do poder legislativo fiscalizar e garantir que o dinheiro público seja aplicado de forma adequada.”

Obra teve cinco aditivos de prazo
O vice-presidente da comissão, deputado Mário Motta (PSD), pontuou problemas que o educandário enfrentou ao longo dos anos.

“Temos acompanhado há um bom tempo o atraso das obras de reforma da escola Aderbal Ramos, e vemos uma obra que deveria ter sido concluída no ano de 2022 chegar ao seu quinto contrato de aditivos de prazo, totalizando 1080 dias postergados ao prazo inicial. O prazo atual era 26 de setembro de 2025, mas houve uma nova solicitação de aditivo temporal e de aditivo contratual.”

Problemas estruturais e contratuais
De acordo com o diretor de infraestrutura da Secretaria de Estado da Educação, Cristian Fernandes, problemas na demora entre a criação do projeto e o início da obra resultaram em grandes dificuldades.

“Um projeto muito antigo que teve, entre a sua criação e execução, um longo período, o que resultou em imprevistos e problemas apontados pelo Tribunal de Contas. A primeira empresa teve seu contrato cancelado e responde a um processo administrativo.”

Cobrança da comunidade escolar
O representante do conselho comunitário do Estreito, Hugo Belli, questiona a sensibilidade do governo com a comunidade escolar.

“Ou construímos escolas ou cadeias. Será que o secretário de educação tem feito visitas à nossa escola? A preocupação com o Aderbal Ramos vem desde 2011, quando fundamos o conselho. Ver a situação da nossa escola e não se sensibilizar é impossível. Somente esse ano a obra já foi prorrogada por duas vezes e parece que será por mais uma. Nada justifica essa demora”, comentou.

Entenda a cronologia e os problemas da obra

  • Em 2011 a Escola apresentou situação precária, sendo interditada no ano seguinte pela Defesa Civil de Santa Catarina por risco estrutural;
  • Um projeto foi elaborado prevendo a construção de uma nova estrutura, que só saiu do papel em 2018, com orçamento de R$ 6 milhões e previsão de término da obra em julho de 2019. A demora entre a elaboração do projeto e o início da obra tornou o projeto defasado;
  • Em 2019 a empresa responsável desistiu do contrato, resultando em mais de 840 dias de paralisação;
  • Os atrasos levaram a um inquérito do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o qual menciona uma Notícia de Fato que originou o Procedimento Preparatório e que visava a verificação da estrutura física da escola, autuada em junho de 2012;
  • Parte das obras tinha como prazo final o ano de 2019. Após uma inspeção do Tribunal de Contas, uma nova licitação foi feita para a conclusão;
  • Em 2021, apenas 30% da obra havia sido concluída, e uma nova licitação foi realizada, com previsão de conclusão em 2022;
  • Em 2025, a obra, que deveria ser entregue no mês de setembro, chega a 70% com um investimento de cerca de R$ 8,5 milhões. A nova estrutura deve ampliar a capacidade da escola para mais de 1.600 alunos, com 19 salas de aula, laboratórios, auditório e refeitório.

Capítulo final
Durante a reunião, foi apresentada a nova data para finalização da obra, prevista para 4 de fevereiro de 2026. O representante da Secretaria de Estado da Educação informou que um novo aditivo foi assinado neste ano, prolongando o prazo e injetando R$ 1,2 milhão. O valor será usado na revisão elétrica, forro do auditório, drenagens, contrapiso e recuo do muro.

“Essa será a data final. Não será mais dado prazo para essa obra”, finalizou.

Simone Sartori
Agência AL

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