Fabiano explica de forma simples e didática por que Bolsonaro foi condenado e preso
O deputado Fabiano da Luz (PT), líder da Bancada do PT na Alesc, publicou um vídeo em suas redes sociais explicando, de forma simples e didática, por que Jair Bolsonaro foi condenado e preso pela Justiça brasileira.
Segundo ele, a tentativa de instalar uma ditadura no país configura um crime grave, com impactos diretos sobre toda a população e em diversas áreas da vida nacional.
“A Polícia Federal encontrou mensagens, documentos e áudios que comprovam que o grupo ligado ao ex-presidente planejava tomar o poder à força. Isso tem nome no Código Penal: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito ou, em bom português, tentativa de golpe”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que Bolsonaro passou anos atacando o sistema eleitoral, as urnas eletrônicas e o Judiciário, além de pressionar as Forças Armadas. Seu plano para se manter no poder incluía assassinar autoridades como Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.
“Depois disso tudo e de ameaçar publicamente e várias vezes o Supremo Tribunal Federal (STF) ele se faz de louco, exatamente como agora na tentativa de burlar a tornozeleira eletrônica.”
Postura de líderes
Fabiano comparou a postura de Bolsonaro com a de líderes como Lula, Ciro Gomes e Ulysses Guimarães, que, mesmo após perderem eleições presidenciais por três vezes cada um, respeitaram as regras democráticas. “Nenhum deles tentou dar um golpe”, afirmou.
Ele reforçou que, independentemente de partido, religião ou ideologia, uma tentativa de golpe prejudica profundamente o país, afetando a economia, as relações internacionais, a transparência pública e, sobretudo, a democracia. “Esse não é apenas um capítulo político, mas um marco em defesa da democracia brasileira”, destacou.
Censura
O deputado lembrou que, em regimes ditatoriais, o Estado controla a informação, a imprensa é censurada e as forças policiais deixam de atuar de forma independente.
“Críticas ao governo passam a ser proibidas, e quem tenta fazê-las corre o risco de ser perseguido, preso, torturado ou até morto. Todos queremos viver em um país melhor, mais desenvolvido e menos desigual — e isso jamais ocorrerá sob uma ditadura”, alertou.
Fabiano lembrou que muitas pessoas desapareceram — e ainda desaparecem — em regimes autoritários.
Abandonou apoiadores
Fabiano lembrou também que o ex-presidente não defendeu seus apoiadores que se colocaram na linha de frente, acreditando na narrativa golpista. Após o fracasso do plano, Bolsonaro chamou de “malucos” aqueles que permaneceram acampados em frente aos quartéis. “Fica claro que tudo sempre foi em benefício próprio.”
Para ele, o desfecho do caso não representa apenas o fim de um ciclo político, mas o início de uma lição histórica: “Ninguém — nem mesmo um presidente da República — está acima da lei.”
ASSISTA AO VÍDEO: https://www.instagram.com/p/DRfr7rakQoj/
Juliana Wilke
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