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28/09/2017 - 14h39min

Crise do leite e investimentos públicos são assuntos de destaque na tribuna

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A crise na cadeia produtiva de leite, objeto de audiência pública na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (28), foi debatida também na tribuna, durante a sessão ordinária. Os parlamentares também falaram sobre os investimentos da Celesc e da Casan, as duas principais empresas públicas do estado.

Dirceu Dresch (PT) falou sobre o problema enfrentado pelos agricultores familiares que produzem leite, mais de 60 mil famílias, que têm nesse produto uma importante fonte de renda. Na opinião dele, os agricultores são as principais vítimas da crise que atinge o país porque houve redução de consumo e o custo de produção aumentou. “Quando o trabalhador quando tem mais renda, ele consome mais”, apontou. Além da diminuição da renda e do desemprego, a redução dos programas sociais como o Bolsa Família também provocam redução no consumo de alimentos, conforme Dresch. “Os agricultores mais uma vez são as primeiras vítimas do modelo econômico. Precisamos regulamentar a cadeia produtiva do leite. O Estado precisa regrar o jogo, caso contrário, viveremos mais uma experiência de exclusão como ocorreu com a suinocultura”, alertou.

Mauricio Eskudlark (PSD) acrescentou alguns aspectos que foram comentados na audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura. De acordo com o secretário de Agricultura, Moacir Sopelsa, a importação de leite, tida como a grande vilã, só impacta em 2% a produção catarinense. Eskudlark relatou outros problemas que afetam a cadeia, como o custo do recolhimento e do transporte, a falta de energia elétrica estável e o custo do vasilhame.

Investimentos públicos
Mario Marcondes (PSDB) criticou a Casan pelo que chamou de “falta de respeito com o município de São José”. O deputado reclamou do mau cheiro da Lagoa de Potecas, problema que afeta a população local. “Quase 20 milhões [de reais] já foram enterrados ali, e a população continua suportando o mau cheiro da Lagoa de Potecas”, disse referindo-se a obras realizadas no local. Marcondes também questionou a falta de água em bairros de São José, como Alto Forquilhas.
O líder do governo, deputado Darci de Matos (PSD), rebateu os ataques à Casan e defendeu a companhia pública. "Se a empresa for publicamente desqualificada, acabará por ser vendida e é preciso defendê-la como patrimônio catarinense.Temos críticas a fazer, mas devemos ser propositivos.” O líder do governo concordou com Marcondes no que diz respeito à necessidade de ampliação dos investimento em saneamento.

Já a deputada Dirce Heiderscheidt (PMDB) destacou a aprovação dos projetos que autorizaram a contragarantia do governo do Estado em financiamentos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Ela relatou os investimentos a serem feitos pela empresa com o recurso de R$ 1,1 bilhão e os benefícios à população de Santa Catarina. “Esta semana foi marcada por votações importantes para o futuro de Santa Catarina”, afirmou.
Sobre os financiamentos a serem contraídos pela Celesc, Mario Marcondes alertou que alguém precisará pagar essa conta e questionou por que a Casan e a Celesc arrecadam, mas não têm dinheiro para fazer investimentos. “Para cada investimento, temos que pedir dinheiro emprestado. Pagando juro sobre juro, rolando dívida, vamos até 2100 pagando essas contas”, protestou.

Frigorífico
Cesar Valduga (PCdoB) comentou sobre um compromisso firmado pelo Ministério Público e a empresa BRF para adequação do ritmo nas linhas de produção dos frigoríficos, um comprometimento com a melhoria das condições de trabalho para evitar o adoecimento dos trabalhadores. “O setor de frigoríficos é o segundo em acidente de trabalho no estado.” A quantidade de movimentos por minuto que os trabalhadores fazem provoca lesões e doenças, conforme o deputado.
Eurides Mescolotto
Padre Pedro Baldissera (PT) rendeu homenagem ao ex-presidente da Eletrosul e fundador do PT, Eurides Mescolotto. O partido perdeu uma grande referência, conforme o deputado, que destacou “o grande coração, generosidade e dignidade” do companheiro de partido e disse que seu legado é um exemplo de vida. Segundo o deputado, Mescolotto teve importante papel na recuperação da Eletrosul e, como presidente do Besc, ajudou a reverter o processo de privatização do banco, depois incorporado ao Banco do Brasil. Ana Paula Lima (PT) também registrou pesar pela perda do companheiro de partido.
Fronteira Sul
Ana Paula Lima cumprimentou o reitor da Universidade da Fronteira Sul (UFFS), Jaime Giolo, que fez uma explanação na tribuna em comemoração aos nove anos de fundação da universidade. A deputada citou os parlamentares estaduais e federais que contribuíram, no governo Lula, para a concretização desse projeto, “uma luta de muitos anos, mas uma realização de um governo comprometido com a população, principalmente no que tange à educação”. Ana Paula defendeu a proposta trazida pelo reitor de instalação de um fórum em defesa das universidades e institutos federais, “para que não se percam as conquistas que estão sendo destruídas pelo governo ilegítimo”.  A comunidade acadêmica teme que, por falta de investimentos, o governo federal promova o sucateamento do sistema.
Gestão
Gabriel Ribeiro (PSD) defendeu mais uma vez na tribuna a gestão do governo Colombo. Os projetos aprovados na quarta-feira (27) comprovam a eficiência do governo na gestão pública, conforme o parlamentar. Ele falou também sobre os colégios militares de Lages e de Florianópolis e sua contribuição com a educação e a formação disciplinar das crianças e jovens. “Pelo desempenho dessas instituições, o governo do Estado estuda implantar mais unidades em Santa Catarina, em Joinville, Blumenau e Laguna”, informou.
Lisandrea Costa
Agência AL

 

Patrícia Schneider de Amorim
Sala de Imprensa/Alesc

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