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14/06/2017 - 17h04min

Terceira pista na BR-280 agrada representantes do Norte catarinense

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FOTO: Karina Ferreira/Agência AL

A possibilidade da implantação de uma terceira pista na BR-280, entre o bairro Itinga, de Joinville, e São Francisco do Sul agradou os representantes da região Norte. “Avançou muito no Dnit, as obras começarão no máximo no início do ano que vem, mas podem começar ainda este ano com recursos do governo do estado, uma terceira pista do Itinga até a Barra Sul, com passarelas e rótulas, vamos resolver a mobilidade”, afirmou Darci de Matos (PSD), líder do governo na Casa, durante a sessão desta quarta-feira (14).

“Foi definida uma alternativa viável a curto e médio prazos, 60% do problema será resolvido”, garantiu Nilson Gonçalves (sem partido), que fez um resumo da novela que envolve a duplicação da BR-280, entre Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul. “A duplicação começou por Jaraguá do Sul em direção à BR-101 e São Francisco do Sul, são vários lotes, mas não existe nem projeto para a questão do Canal do Linguado, não tem nada e os estudos já começaram com os problemas dos índios”, ponderou Gonçalves.

Dia mundial do doador de sangue
Antonio Aguiar (PMDB) registrou a passagem do dia mundial do doador de sangue, celebrado nesta quarta-feira. “Um motivo para lembrar que doar sangue é um verdadeiro ato de amor ao próximo, estamos no mês consagrado à doação, o Junho Vermelho, criado para valorizar políticas públicas que incentivem a doação”, enfatizou Aguiar, que é o autor da lei que instituiu o programa Junho Vermelho.

Aguiar citou o exemplo de servidores da Casa. “Eles deram uma resposta aos pedidos da servidora Vera Lúcia Pacheco para auxiliar seu neto, João Vitor, que há quatro meses foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda, nessa hora percebemos a importância de quem é doador de sangue”, elogiou o deputado.

Assédio moral no Badesc
Dirceu Dresch (PT) citou na tribuna reportagem publicada pelo site Farol Reportagem com denúncias graves contra agentes públicos do Badesc. “Um fato estarrecedor, servidores do Badesc sofriam assédio moral para liberar financiamentos para empresas que não cumpriam requisitos. Essas práticas vinham sendo usadas como instrumento político-partidário para alterar pareceres em operações duvidosas há 11 anos”, afirmou Dresch.

Segundo a reportagem, assinada pelo jornalista Lúcio Lambranho, a empresa Espaço Aberto abocanhou R$ 9 milhões oferecendo como garantia recebíveis do governo do estado. “Como o governo rompeu o contrato da empresa na recuperação da ponte Hercílio Luz, o Badesc nunca mais viu a cor do dinheiro”, denunciou Dresch.

Duas sugestões ao Ministério da Saúde
Cesar Valduga (PCdoB) ofereceu duas sugestões ao Ministério da Saúde: incluir os agricultores familiares na vacinação preventiva contra a influenza e a retomada da disponibilidade de testes de carga viral de HIV. “O processo está suspenso, os estoques estão baixos e somente gestantes e crianças até 18 meses acessam o teste”, explicou Valduga.

Quanto à vacinação dos agricultores familiares, segundo Valduga, resulta da cobrança de uma agricultora de Quilombo, município situado na margem esquerda de quem sobe o Rio Chapecó. “Eles trabalham arduamente de sol a sol, estão expostos às condições climáticas e dependem do seu trabalho para auto-sustentação, precisam ser assistidos”, defendeu Valduga.

Chuvas x solidariedade
Milton Hobus (PSD) destacou as chuvas torrenciais que caíram sobre o Alto Vale do Itajaí. “Acompanhamos de perto o que aconteceu no Alto Vale, é muito triste ver as cidades literalmente embaixo da água, mas o espírito solidário do povo, os esforços da Defesa Civil estadual e municipais na orientação da população, só aqueles mais relapsos, que não seguiram as orientações, é que perderam alguma coisa, todo mundo tirou tudo”, garantiu Hobus.

Para o deputado, que chefiou a defesa Civil estadual, todo mundo perde com as catástrofes naturais. “O prejuízo é muito grande”, justificou Hobus, que defendeu a continuidade dos investimentos em contenção de cheias, com a implantação de um canal extravasor no rio Itajaí. “São 21 km de canal extravasor, dizem ‘essa obra nunca vai sair porque é muita cara’, custa R$ 300 milhões, mas essa obra é muito barata se considerarmos o efeito desastroso das cheias”, argumentou.

Darci de Matos concordou com o colega. “As obras de contenção no Alto Vale foram fundamentais e foram construídas com recursos do governo do estado e do governo federal”, lembrou Darci.

Maurício Eskudlark (PR) sugeriu que as instituições aproveitem o período sem chuvas para resolver o impasse com a comunidade indígena de José Boiteux. “Estamos em momento que não é de enchente, então é o momento oportuno de sentar com essa população e ver o que podemos fazer para resolver o problema”, justificou Eskudlark, acrescentando que o governo do estado vem cumprindo sua parte. “Das 35 casas que foram acordadas, 27 já foram concluídas e entregues, as outras não foram concluídas porque os locais não tinham solo adequados”, assegurou o deputado.

Rodovias em perigo
Luciane Carminatti (PT) alertou que o custo logístico do estado é o maior do país e defendeu um programa permanente de recuperação e revitalização das rodovias federais e estaduais. Carminatti lembrou que dos R$ 150 milhões oriundos de emendas da bancada catarinense no Congresso, restaram R$ 80 milhões para recuperação, principalmente, do trecho entre Ponte Serrada e Chapecó, na BR-282.

A parlamentar repercutiu relatório elaborado pela Fiesc, cujos técnicos vistoriaram cerca de 2,4 mil quilômetros de estradas. “O estado das rodovias é de extrema precariedade, os recursos alocados não permitem a realização de abras de recuperação, há projetos e contratos malfeitos, falta engenheiros qualificados, falta planejamento estratégico”, lamentou Carminatti.

Liderando o trabalho infantil
Serafim Venzon (PSDB) ressaltou na tribuna a condição da região Sul, que lidera o ranking de trabalho infantil no Brasil. “O trabalho é uma mazela a ser combatida, é uma antecipação de compromissos da vida adulta, o Brasil tem 2,6 milhões de crianças trabalhando, segundo dados da Fundação Abrinq, a região Sul lidera o trabalho infantil”, repercutiu Venzon, explicando em seguida que é considerado trabalho infantil as atividades remuneradas ou não, desempenhadas por crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos, excetuados aquelas que participam do programa Jovem Aprendiz, a partir dos 14 anos.

 

 

Vítor Santos
Agência AL

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