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04/02/2020 - 12h53min

Projeto sobre lixo orgânico zero iniciado na Alesc será apresentado na região Oeste

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Deputado Mauro de Nadal
FOTO: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

O resultado positivo do projeto Gabinete Lixo Orgânico Zero – implementado em dezembro de 2019 pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado Mauro de Nadal (MDB) – vai ser levado para Cordilheira Alta, Cunha Porã e Dionísio Cerqueira. Na próxima sexta-feira (7) o experimento será apresentado para estudantes do ensino fundamental e médio, professores, secretários de educação e lideranças de várias cidades vizinhas dos três municípios.

O objetivo, de acordo com o parlamentar, é mostrar como funciona o processo, para que possa ser replicado nas escolas e, posteriormente, nos lares dos estudantes com o reaproveitamento do material orgânico que é descartado. “A apresentação é voltada para todas as pessoas interessadas, mas minha ideia é que comece com as crianças, com aqueles que estão formando a sua conscientização sobre meio ambiente e o futuro. Vejo aí que o projeto tem uma tendência muito forte de prosperar.”

Nadal explicou que esta é a segunda parte do experimento que montou em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do departamento de Agronomia. O lixo orgânico produzido no seu gabinete foi transferido para uma jardineira instalada na laje do Palácio Barriga Verde, que está produzindo melancias.

O vice-presidente espera, inclusive, que outros colegas de Parlamento reproduzam a ação nos gabinetes, podendo até levar a ideia para suas respectivas regiões. Na sua avaliação é necessário incentivar a mudança de comportamento da sociedade, para que cada vez mais os cidadãos saibam a importância do lixo orgânico na natureza e do seu reaproveitamento, fazendo com que se consiga, a partir dele, produzir hortaliças e flores, por exemplo. “Pode até virar uma alternativa econômica para quem coloca em prática. Ainda mais que esta transformação pode ser feita em casa, em uma sacada por exemplo, onde se pode plantar temperos e hortaliças, ou na criação de uma horta comunitária. Isso permitirá que as pessoas economizem.”

A primeira apresentação está marcada para às 9h de sexta-feira, na prefeitura de Dionísio Cerqueira. Na Associação Empresarial de Cunha Porã o evento inicia às 13h30 e, às 17h, será na prefeitura de Cordilheira Alta.

O método desenvolvido pela Udesc consiste em colocar o lixo orgânico produzido em um canteiro, com camadas grossas, de 15 a 20 cm, e coberto com material orgânico de mais difícil decomposição, como serragem ou folhas trituradas. O canteiro passa a ser uma espécie de composteira. Segundo o professor de Agronomia da Udesc, Germano Güttler, o projeto pode ser realizado em qualquer espaço aberto, necessitando apenas de uma pequena área de terra, mas que requer uma série de cuidados para que não ocorram problemas como mau cheiro, presença de insetos, formação de chorume ou aparência desagradável.

De acordo com Güttler, uma das diferenças deste método para as composteiras tradicionais é que este não serve somente de adubo para o plantio de alimentos. Algo que pode ser feito diretamente no chão, sem sequer exigir o uso de pá ou enxada. Outra vantagem é a economia de água. “À medida que ele vai compostando, com 20 a 30 dias se forma uma capa de húmus muito grossa e aquilo tem uma retenção de água muito grande, então não precisa molhar.”

Carteirinha do Autista
A entrega simbólica das primeiras carteirinhas de autistas será feita em Florianópolis, na próxima quinta-feira (6), no Teatro Pedro Ivo, a partir das 10h30. “O projeto de nossa autoria foi votado na Alesc ainda antes da lei federal e agora sai do papel e vai para a prática”, comemorou o deputado. A proposição tem como objetivo facilitar a vida das pessoas que têm o espectro autista.

A carteirinha, garantiu Nadal, vai ter uma valia muito grande para aqueles que precisam ter um tratamento diferenciado. “Irá possibilitar acesso mais rápido aos órgãos públicos, filas de banco e farmácias, por exemplo. Também ajudará o governo a contabilizar o número de autistas em Santa Catarina, pois até hoje não se sabe o exato. Isso possibilitará a criação de políticas públicas específicas e pontuais para beneficiar e melhorar a formação destes catarinenses e inseri-los em convívio social.”

 

 

Alessandro Bonassoli
Agência AL

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