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12/06/2019 - 17h28min

Parlamentares criticam rodovia não integrada e desigualdade de gênero

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FOTO: Fábio Queiroz/Agência AL

A desintegração da SC-477, que liga o Planalto Norte ao Vale do Itajaí, por causa de gargalos na articulação com outras rodovias e a desigualdade entre homens e mulheres em Santa Catarina foram os destaques da sessão de quarta-feira (12) da Assembleia Legislativa.

“Temos uma rodovia que faz a ligação de Canoinhas, Major Vieira e Papanduva na BR-116, um trecho de 30 km que está intransitável, deteriorado. Pedimos a atenção especial para a recuperação porque existe a rodovia SC-477 que está permitindo o escoamento da produção, mas os caminhões continuam vindo pela BR-280”, descreveu Silvio Dreveck (PP).

Segundo o deputado, além do gargalo localizado no Planalto Norte, há outro no Vale do Itajaí.

“Quando se chega na BR-470, mais uma vez há um gargalo travado há décadas, enquanto não colocar a BR-470 em uma concessão, acredito que a nossa geração não vai ver essa rodovia concluída”, avaliou o ex-presidente da Casa, acrescentando que os gargalos drenaram a competitividade que a SC-477 proporcionaria ao transporte das exportações do Planalto Norte, Meio-Oeste e Sudoeste paranaense.

Já a deputada Ada de Luca (MDB) lamentou na tribuna a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, além do segundo lugar entre os estados em violência doméstica e estupros.

“As mulheres estão morrendo em Santa Catarina, somos o segundo estado com maior número de violência doméstica e o segundo em número de estupros. Uma dessas causas que atinge toda sociedade, independente de raça, credo e classe social é a diferença salarial, a disparidade no espaço de mercado, fato que obriga as mulheres a permanecerem em um relacionamento abusivo”, explicou Ada de Luca.

Segundo a parlamentar, em 2016 as mulheres recebiam 72% do que recebiam os homens e em 2017 o percentual caiu para 70%.

“Para a nossa tristeza o valor caiu para 70%, mas as mulheres têm potencial e acrescentam produtividade. O Instituto Peterson identificou que as companhias com até 30% de lideranças femininas tiveram aumento de 30% na sua rentabilidade”, informou Ada de Luca, acrescentando que igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil está projetada para 2085.

Hora de agradecer
Sargento Lima (PSL) agradeceu as mensagens de apoio que recebeu por causa de seu posicionamento favorável à redução do duodécimo da Udesc, Ministério Público, Tribunal de Contas e dos poderes Legislativo e Judiciário.

“Quero agradecer todas as mensagens que tive o prazer de receber ontem pelo meu posicionamento nesta Casa, o Sargento Lima teve o prazer de dormir tranquilamente o sono dos justos”, afirmou o deputado.

O deputado ironizou correspondência do Fórum das Entidades Empresariais de Lages, que reivindicou a permanência de turmas recursais do Tribunal de Justiça descentralizadas.

“Vai sobrar dinheiro, não precisa se preocupar, podem dormir tranquilos, segundo o que foi decidido ontem aqui, vai ter recurso para tudo isso”.

57 anos de São Ludgero
Volnei Weber (MDB) repercutiu a passagem dos 57 anos de emancipação política de São Ludgero, município que administrou antes de se eleger deputado.

“A colonização teve origem com colonos alemães, que há cerca de 150 anos foram acolhidos na colônia de Teresópolis, às margens do rio Cubatão, hoje Águas Mornas. Em 1870 mais de uma centena de famílias migraram para o Sul sob a influência do padre Roher, para terras férteis não ocupadas”, contou Weber.

Segundo o parlamentar, a localidade foi denominada São Ludgero, um santo guerreiro alemão, por causa de dois padres devotos do santo. Também destacou a construção de seminários no município.

“Há cerca de 100 anos um seminário formava padres na comunidade e nos anos 1940 outro seminário foi erguido, mas quase destruído em um incêndio em 1956, sobraram as paredes e ali se motivou uma reforma e ampliação das dependências. Depois o seminário passou para o estado, depois para o município e lá hoje funciona a sede da prefeitura”, registrou o ex-prefeito de São Ludgero.

Agrotóxicos em excesso
Padre Pedro Baldissera (PT) criticou duramente a liberação, pelo governo federal, de cerca de 160 novos tipos de agrotóxicos.

“Agrotóxicos proibidos na União Europeia e nos EUA são utilizados sem nenhum controle em nosso país, enquanto o mundo revê as políticas relacionadas aos agrotóxicos, buscando incentivar a produção agroecológica e orgânica, o Brasil bate o recorde com 169 novos registros de agrotóxicos em apenas cinco meses do atual governo. Isso é inadmissível, o uso exagerado e sem nenhum controle tem como consequência o desastre”, previu o ex-prefeito de Guaraciaba.

Boas notícias para Indaial
Ricardo Alba (PSL) comunicou na tribuna duas boas notícias para a comunidade de Indaial, no Vale do Itajaí.

“Hoje pela manhã estive na Casan para levar demandas dos municípios e obtivemos informações positivas: a instalação de um gerador de energia elétrica que já foi licitado e que será entregue em agosto para lá ficar de forma permanente, mesmo havendo queda de energia, o abastecimento de água não vai mais ser comprometido; também vão ser construídos mais três reservatórios e um será entregue este ano, em dezembro”, garantiu Alba.

Na Agronômica, com Moisés
Ricardo Alba relatou reunião na Agronômica com o governador Moisés e a direção da Polícia Federal para tratar de um posto de emissão de passaportes em Blumenau.

“Houve sinal positivo da Superintendência, com intenção de instalar em um dos shoppings da cidade”, revelou Alba.

Na Agronômica, com Moisés 2
José Milton Scheffer (PP) também revelou detalhes de reunião na Agronômica com o governador Moisés que tratou de recursos para os hospitais filantrópicos.

“O governador assumiu o compromisso de a partir de julho cumprir a lei, pagando os hospitais. São R$ 180 milhões de dinheiro novo que vai entrar para os filantrópicos. Em 2020 serão R$ 300 milhões, incluindo os hospitais municipais. Venho de público fazer reconhecimento e agradecimento”, declarou Scheffer.

Com Sérgio Moro
Maurício Eskudlark (PL) contou aos colegas sua impressão do ministro Sérgio Moro, com quem conversou em Chapecó, e defendeu o diálogo entre juízes, procuradores e promotores.

“Tive oportunidade de conversar, uma pessoa simples, tranquila, transparente que agora estão fazendo um carnaval porque criminosos entraram nas mensagens dele. Ora, dizer que juiz não conversa com promotor em processo? Que não troca ideia com advogado em processo? No domingo almoçam juntos, isso não tira a independência de suas decisões”, afirmou o líder do governo.

Alteração nas leis de trânsito
Doutor Vicente Caropreso (PSDB) criticou a proposta do Executivo federal de alterar a legislação relativa ao trânsito.

“Altera a obtenção e a suspensão da carteira de motorista; aumenta o limite de 20 para 40 pontos; amplia a validade da CNH de cinco para 10 anos; retira a exclusividade dos Detrans no exame de saúde; porpõe o fim da exigência do exame toxicológico; e flexibiliza o transporte de crianças”, relacionou Caropreso.

Para o parlamentar, as mudanças indicam um retrocesso.

“O Brasil não pode retroceder, estamos terminando uma década de ação pela segurança do trânsito e não podemos piorar os índices que são vergonhosos”, alertou Caropreso, que pediu bom senso aos deputados federais.

Dois brasis
Bruno Souza (sem partido) avaliou que atualmente há dois brasis, um que trabalha e outro que semeia o caos.

“São épocas peculiares, dois brasil ao mesmo tempo, um trabalha, produz, quer fazer acontecer, vive sob a regra da escassez, entende que a vida é dura e depende da racionalidade; já o outro vive no problema, no caos, de semear tempestades”, argumentou Souza.O representante de Florianópolis citou como exemplo de Brasil que semeia o caos o DCE Luiz Travassos, da UFSC, que convocou os estudantes para uma greve geral dia 14, sexta-feira.

Inquérito concluído
Ivan Naatz (PV) revelou aos colegas que o inquérito policial aberto para apurar ofensas racistas contra servidor do gabinete foi concluído e acusou a colega Paulinha (PDT) de engendrar o boletim de ocorrência registrado pelo ex-servidor da Assembleia.

“Fiquei calado todos esses dias, uma declaração lançada em BO, uma declaração unilateral, se espalhou pela internet e o julgamento foi estabelecido: Naatz racista, manchetes de jornais, notas públicas, o PDT foi o primeiro partido a se manifestar, depois saiu a nota do PV”, descreveu o deputado.

Para Naatz, as imagens do circuito de segurança da Alesc demonstram que o boletim de ocorrência nasceu no gabinete da deputada Paulinha.

“Dali sai o boletim de ocorrência, recebeu (o ex-servidor), organizou, montou todo esse processo, criou um embaraço terrível para mim, mas o inquérito foi concluído sem nenhuma prova, zero de prova, e o advogado que acompanhou o menino na DP é o advogado da deputada Paulinha”, denunciou Naatz.

Sargento Lima corroborou a narrativa do colega.

“No dia dos fatos, tinha um bate papo no interior do gabinete com algazarra, todos muito alegres, (o deputado Naatz) me apresentou um por um dos funcionários e não sou senil, muito menos surdo, reconheço que essa acusação, se eu tivesse escutado algo dessa natureza, eu me manifestaria, se foi dito foi ao pé de ouvido de alguém, foi no máximo durante cinco segundos”, relatou Lima.

Paulinha (PDT) confirmou o apoio ao servidor, negou qualquer armação e pediu a Naatz que reconhecesse o erro e pedisse perdão ao ex-servidor, que acompanhou o debate na galeria superior do Plenário Osni Régis.

“Uma situação singular, ele me procurou, depois de chorar com aquele menino na mesa meus assessores disseram ‘é um caso de deputado’, ‘uma frase’, mas entre o que é certo e o que é conveniente eu sempre ficarei com o que é certo. Asseguro que jamais lhe armei episódio. Disse ‘Fábio, não tome uma decisão agora, conversa com tua mãe, família, esposa, se você denunciar, as pessoas vão duvidar da tua palavra, você é negro’”, justificou Paulinha.

A deputada prosseguiu explicando seu envolvimento no caso.

“Tomei as medidas para ampará-lo porque vi um menino indefeso, ficou sem comer dias, disse a ele ‘se você for demitido eu vou dar um jeito de te ajudar’. Muitos atos de racismo acontecem sem que a gente se dê conta, que os brancos se deem conta. Reconheça que cometeu um equívoco, que foi a uma brincadeira sem graça e lhe peça perdão”, sugeriu Paulinha.

 

 

Vítor Santos
Agência AL

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