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02/12/2019 - 17h09min

Evento reforça importância do diagnóstico para a autonomia do autista

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Professor e psicólogo José Raymundo Facion, palestrante
FOTO: Rodolfo Espínola/Agência AL

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa realizou nesta segunda-feira (2), em Taió, no Alto Vale do Itajaí, seu último evento de 2019: o 3º Seminário Regional sobre Autismo de Taió. Cerca de 550 pessoas participaram do encontro que teve como objetivo principal trazer à região informações sobre diagnóstico, patologias correlatas e políticas públicas de saúde e inclusão escolar de educandos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com o público formado principalmente por pais e profissionais das áreas da educação, saúde e assistência social, o seminário tratou de dois temas centrais: os aspectos clínicos do autismo e a definição e os objetivos do processo de inclusão do autista. O professor e psicólogo José Raymundo Facion foi o responsável pelas palestras, que ocorreram durante todo o dia, no Clube de Caça e Tiro XV de Novembro.

O palestrante ressaltou a necessidade do diagnóstico diferenciado, ou seja, da detecção correta do grau de autismo. “Não se trata de discriminar a pessoa por causa do grau de autismo, mas de dar o encaminhamento correto para que a ela tenha o tratamento adequado que lhe permita o máximo de desenvolvimento”, disse.

Facion chamou a atenção para a importância da disciplina e da organização no cotidiano do autista, principalmente com relação à qualidade de sono. Da mesma forma, ele destacou que os pais devem ter atenção à alimentação, priorizando alimentos saudáveis. “Os produtos industrializados contêm corantes, conservantes, altos índices de gordura e açúcar, e observou-se um aumento muito grande nos casos de ansiedade e hiperatividade”, comentou.

Com relação à inclusão no ambiente escolar, o professor reforçou a necessidade do diagnóstico correto, a fim de possibilitar que os profissionais, em especial os professores, tenham as ferramentas adequadas para trabalhar com o autista. “Também é importante dar o que o autista precisa para ser mais autônomo. Não é aquilo que nós queremos que ele seja, mas descobrir o que ele está precisando.”

“Que nós saíamos daqui com um princípio claro: o que temos que fazer é dotar a pessoa com autismo do máximo possível de ações, treinamentos, exercícios voltados para a aquisição da autonomia”, completou Facion.

O evento contou com o apoio da Prefeitura de Taió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, da Apae local e da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE)

Participação
O seminário de Taió foi o último evento externo da Comissão de Defesa dos Direitos com Deficiência da Alesc neste ano. Segundo a assessora da comissão, Janice Krasniak, em 2019, foram realizados 36 eventos pelo estado, com a participação de quase 26 mil pessoas.

O deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destacou a importância dos eventos organizados pelo colegiado em prol da inclusão. 

“Temos muitas leis que precisam ser melhoradas ou cuja aplicação precisa ser cobrada”, disse o deputado. “Mas o mais importante desses números é que as pessoas receberam informação de qualidade, principalmente no caso do autismo, no qual ainda há muito desconhecimento”, completou Dr. Vicente, que entregou a autoridades de Taió e do Estado uma publicação da Alesc com a legislação estadual sobre as pessoas com deficiência.

Participaram da abertura do seminário o prefeito de Taió, Almir Guski; o vice-prefeito do município, Horst Alexandre; o presidente da Câmara de Vereadores de Taió, Tiago Maestri; a presidente da Associação Catarinense de Autismo (Asca), Cátia Purnhagen; do secretário de Educação de Taió, João Tadeu Correa; a diretora da FCEE Jeane Probst Leite e o escritor, palestrante e músico Marcos Petry.

Marcelo Espinoza
Agência AL

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