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12/09/2019 - 17h19min

Evento discute ações para tornar cidades mais acessíveis às mulheres

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Presidente do CAU/SC, Daniela Sarmento, discute durante a abertura do ciclo de debates, realizado pelo conselho, em parceira com a Bancada Feminina
FOTO: Rodolfo Espínola/Agência AL

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina foi palco nesta quinta-feira (12) do 1º Ciclo Nacional de Debates Mulheres na Arquitetura, promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC). O evento, aberto no começo da tarde, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wrignt, contou com a parceria da Bancada Feminina da Alesc na realização.

O tema do encontro foi Cidades Inclusivas para as Mulheres. Segundo a presidente do CAU/SC, Daniela Pareja Garcia Sarmento, as mulheres estão entre as principais usuárias das cidades, mas os espaços públicos não são planejados para suas necessidades. Além disso, as mulheres, em geral, não são ouvidas quando da elaboração das políticas urbanísticas.

“Além de tirar a invisibilidade desse tema, também queremos tirar da invisibilidade o nosso direito à cidade”, afirmou Daniela. Ao final dos debates, será elaborado um documento com o objetivo de nortear as ações que poderão ser adotadas para tornar as cidades mais acessíveis às mulheres.

Acessível a todos
A arquiteta e urbanista Neila Janes Vieira, da Prefeitura de Campo Grande (MS), foi uma das palestrantes. Ele expôs o projeto de requalificação urbanística do centro histórico da capital sul-matogrossense, que tem como objetivo melhorar a acessibilidade dos espaços públicos.

“Nossa proposta é que seja acessível a todos, pois se ela inclui as mulheres, inclui todos. A mulher, geralmente, é quem cuida da família, dos filhos, é quem tem o contato maior diário com a cidade, levando os filhos, fazendo compras”, disse.

Neila comentou que o planejamento tradicional não olha para as mulheres e a dinâmica, em geral, é pensada na rotina dos homens. Ela destacou que as mulheres que moram na periferia têm dificuldades com o transporte público. “As mulheres usam o transporte para levar os filhos para a escola, para ir ao supermercado.”

A arquiteta também destacou a importância da segurança. “Nem sempre as cidades são bem iluminadas, e isso prejudica as mulheres. São ruas escuras, pontos de ônibus ermos. Até mesmo o comprimento de um quarteirão às vezes gera dificuldades. Muros causam insegurança, pois há menos opções de entradas e saídas dentro de um quarteirão que podem ser utilizados por uma mulher em situação de perigo”, comentou.

Presenças
As deputadas Luciane Carminatti (PT) e Marlene Fengler (PSD) participaram da abertura do evento. Luciane afirmou que o tema é atual e pertinente, e que o Poder Legislativo deve olhar mais para essa questão, com foco na mobilidade urbana e na segurança pública.

“As mulheres são maioria, mas as cidades em geral foram pensadas por homens e para os homens, e o CAU traz uma grande contribuição para pensar essa cidade mais inclusiva, com os diferentes rostos e necessidades das mulheres”, disse.

Marlene destacou a necessidade da ocupação dos espaços públicos para torná-los mais inclusivos não só para as mulheres, mas para a população em geral. A deputada considera que o planejamento de cidades mais acessíveis representa, também, melhoria na qualidade de vida.

“Temos muito a ouvir e aprender no debate deste tema para que possamos elaborar políticas públicas mais inclusivas para as mulheres”, comentou a deputada.

Também participaram da abertura a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania), a diretora de Planejamento da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Barbara Martins Godeny, que representou o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), e a conselheira Josemée Gomes de Lima, que representou o presidente do CAU/BR. Conselheiras de sete estados participaram dos debates.

Marcelo Espinoza
Agência AL

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