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04/02/2020 - 17h10min

Em entrevista, governador fala sobre reforma da Previdência e impeachment

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O governador Carlos Moisés, durante a sessão para leitura da Mensagem Anual
FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

Em entrevista após a sessão especial que abriu os trabalhos legislativos da Assembleia em 2020, na tarde desta terça-feira (4), o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) afirmou que confia no arquivamento da representação contra ele, a vice-governadora Daniela Reinehr (PSL) e o secretário Jorge Eduardo Tasca por suposto crime de responsabilidade. O chefe do Executivo também comentou sobre a necessidade da reforma da Previdência dos servidores estaduais.

Moisés conversou com os jornalistas na Sala de Reuniões da Presidência da Alesc. Ele afirmou quer acredita no arquivamento da representação apresentada pelo defensor público Ralf Zimmer Júnior no mês passado. No documento, o autor afirma que Moisés, Daniela e Tasca cometeram crime de responsabilidade ao conceder equiparação salarial aos procuradores do Estado por decisão administrativa, sem autorização legislativa. O acolhimento da representação pela Assembleia poderia implicar num processo de impeachment contra os três.

“Acreditamos no arquivamento [da representação]”, afirmou. “Não houve ato do governador nem da vice. Houve cumprimento de uma decisão judicial.”

Sobre as manifestações dos servidores e sindicalistas contra a proposta de reforma da Previdência, durante a sessão especial, o governador as considerou naturais. “Toda manifestação é legítima, aqui é a Casa do Povo e é natural que as pessoas venham pra cá expressem suas vontades e seus desejos. Os parlamentares têm o papel de receber essas manifestações e filtrar com muita responsabilidade.”

Moisés defendeu a necessidade da reforma para combater o déficit de R$ 4 bilhões anuais da Previdência estadual. Ele ressaltou que o governo está apenas reproduzindo a reforma feita em âmbito federal, já que deputados e senadores não incluíram estados e municípios nas alterações aprovadas pelo Congresso.

“Os outros estados também estão fazendo isso [a reforma]. Nossos vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul, já fizeram”, disse Moisés. “E não queremos acompanhar alguns estados que se inviabilizaram financeiramente por causa dos déficits de suas previdências.”

Marcelo Espinoza
Agência AL

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