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15/08/2019 - 12h36min

Aumento do número de cirurgias em hospital infantil de Joinville é destaque

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Deputado Neodi Saretta, durante a sessão ordinária desta quinta (15)
FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

Na sessão ordinária desta quinta-feira (15), o deputado Neodi Saretta (PT) fez um apelo ao governo do Estado para que aumente o número de cirurgias de correção de fissura labiopalatina e de ortognatia no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante, em Joinville, unidade de referência estadual que recebe pacientes de todas as regiões catarinenses. “O governo diminuiu o número de cirurgias de correção de fissuras labiopalatinas de 32 para 20 mensais, sendo que a demanda seria de 50 cirurgias”, lamentou o parlamentar.

De acordo com Saretta, a fissura labiopalatina tem consequências danosas, o que aumenta a importância da cirurgia corretiva. “Essa cirurgia é fundamental porque a malformação pode causar dificuldades na alimentação, no ganho de peso, na arcada dentária, no crescimento e desenvolvimento harmônico da face, na fala, na adaptação e no desempenho social.”

O deputado também destacou a necessidade de atenção à demanda por cirurgias ortognáticas, usadas para corrigir alterações de crescimento dos ossos da face. “É feita apenas uma por mês”, revelou.

“Fiz duas proposições ao governo para que verifique a situação, para que o Estado possa implementar número maior destas cirurgias. Economia não deve ser feita em cima de pacientes”, finalizou o parlamentar.

Defensivos agrícolas
O líder do governo, deputado Maurício Eskudlark (PL), usou a tribuna para falar dos incentivos fiscais aos defensivos agrícolas, tema que tem despertado muitos debates entre setor produtivo, governo do Estado e parlamento. Eskudlark defendeu a realização de uma reunião entre o governador Carlos Moisés da Silva, integrantes do setor agrícola e membros da Comissão de Agricultura da Alesc para discutir o tema.

“Espero uma reunião da comissão com o governador. Temos que fortalecer Santa Catarina, nossa agricultura, a nossa produção, valorizar nosso produto, mostrar que é de qualidade e que vai para todos os países do mundo”, destacou.

Eskudlark disse que tem conversado com técnicos e produtores e que “todos sabem da importância” de manter os benefícios fiscais dos defensivos para a produção agrícola. “Os defensivos são usados com todo tipo de controle, dentro dos critérios estabelecidos pelas normas mais rígidas. O agricultor não coloca fertilizante na safra porque quer. Seria melhor se não precisasse usar. Mas se não tiver cuidado, não tem qualidade no produto.”

Altair Silva (PP) lembrou a importância dos defensivos para o desenvolvimento da agricultura no país. “Há 35 anos, eu estava na escola agrícola, e estava começando o plantio direto, o que revolucionou a agricultura brasileira e mundial. Foi por causa dos defensivos”, garantiu o deputado, técnico agrícola e filho de produtores rurais. “O país ganhou mais na questão ambiental. Reduziu erosão, desertificação e ainda conseguiu avançar.”

Fabiano da Luz (PT) avaliou que o governador não está errado em levantar o assunto e que “Santa Catarina precisa muito dos agrotóxicos, mas não da maneira como uns vêm aqui defender”. Mas, de acordo com o petista, é preciso também discutir a forma de aplicação. “Estamos discutindo a pulverização aérea, necessária para algumas culturas, mas não quer dizer que não afeta o que tem ao redor. Ou vai dizer que esses produtos são 100% naturais?”, questionou.

Fabiano também chamou a atenção para a qualidade do produto vendido aos produtores catarinenses. “A BR-282 é um corredor de defensivos falsos. Agricultor compra sem saber o que coloca na lavoura”, alertou.

Para o petista, o debate é necessário porque, segundo ele, “a isenção enriqueceu muito empresário e financiou muita campanha em Santa Catarina”. Ele destacou que a Câmara dos Deputados está discutindo um programa de redução gradativa do uso de agrotóxicos. “Se a Câmara está debatendo lá com dados técnicos, aqui também podemos. Precisamos fazer um debate mais sério, sem ideologias, paixões e radicalismo.”

Ameaça ambiental
A deputada Luciane Carminatti (PT) criticou a postura do governo brasileiro – em especial do presidente da República, Jair Bolsonaro – com relação ao meio ambiente. Ela exibiu a capa de duas publicações internacionais de prestígio – as revistas The Economist e Nature – com críticas à política ambiental de Bolsonaro. “Se dissessem, há alguns anos, que o país dono da maior reserva tropical do planeta elegeria um presidente com o apelido de ‘motosserra’, ninguém acreditaria”, disse Carminatti.

Para a deputada, Bolsonaro é, atualmente, “o chefe de Estado mais perigoso do mundo para o meio ambiente”, e listou ações que considera prejudiciais. “Querer promover exploração econômica das áreas indígenas, diminuir as áreas protegidas em regiões como a Amazônia e rasgar as leis ambientais construídas com muito esforço na última década.”

Segundo a parlamentar, este tipo de atitude vai causar prejuízo ao país. “O desmonte de mecanismos de fiscalização de cumprimento de exigências ambientais mundiais pode afastar investidores.”

Por fim, a parlamentar prestou solidariedade a Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), demitido após defender o instituto de ataques do presidente da República. “Com 71 anos e longas décadas de dedicação ao serviço público, foi atacado pelo presidente e obrigado a deixar o Inpe”, protestou.

Imigrantes
Fabiano da Luz cobrou do governo do Estado explicações para o fechamento do Centro de Referência de Atenção ao Imigrante (Crai), estrutura que funcionava em Florianópolis e era importante para o acolhimento dos cerca de 80 imigrantes que chegam diariamente a Santa Catarina. “Agora querem que as secretarias municipais tratem do assunto. Isso tira o Estado do controle do que está ocorrendo”, afirmou o deputado. “Tendo central em Santa Catarina, você faz triagem, relação, gestão de quem vem para o Estado”, completou.

Para o petista, o fechamento do Crai “deixa uma ala descoberta” e que “vai se transformar em problema social”.

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