Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Agência AL

Facebook Flickr Twitter Youtube Instagram

Pesquisar

+ Filtros de busca

 
Ouvir
00:05 Programação Musical

Cadastro

Mantenha-se informado. Faça aqui o seu cadastro.

Whatsapp

Cadastre-se para receber notícias da Assembleia Legislativa no seu celular.

Aumentar Fonte / Diminuir Fonte
13/11/2017 - 21h43min

Audiência defende bancos públicos como instrumento de desenvolvimento

Imprimir Enviar
Encontro foi promovido pela Comissão de Legislação Participativa da Assembleia, nesta segunda (13)
FOTO: Solon Soares/Agência AL

A importância dos bancos públicos para os municípios e para o Estado de Santa Catarina foi discutida durante audiência pública realizada na noite desta segunda-feira (13) pela Comissão de Legislação Participativa da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O encontro reuniu, no Auditório Antonieta de Barros, sindicatos e associações ligadas aos funcionários de instituições financeiras, além de representantes de bancos estatais, como a Caixa Econômica Federal e o Badesc.

Os participantes da audiência sugeriram a aprovação de moções em defesa das instituições públicas, a cobrança do posicionamento do governo estadual sobre o assunto, o desenvolvimento de ações sobre a conscientização da importância dos bancos estatais perante à opinião pública, além da realização de debates regionais para mobilizar o maior número possível de bancários.

Responsável pela condução da audiência pública, o presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Cesar Valduga (PCdoB), considerou que os bancos públicos, como a Caixa, têm um papel social importante e atuam em pequenos municípios, onde instituições privadas não têm interesse. “Atacar os bancos públicos é atacar o financiamento de ações que possibilitam a inclusão social. No Brasil, nossos bancos públicos não dão prejuízo. Não há razão para privatizá-los”, disse.

Números
O economista José Álvaro de Lima Cardoso, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Santa Catarina, apresentou dados sobre a participação dos bancos públicos na economia do estado. Eles respondem por quase 90% da oferta de crédito, 100% do pagamento de programas sociais, 70% dos empregos na rede bancária, além de pagarem melhores salários que a iniciativa privada. Só o Banco do Brasil, por exemplo, é responsável por 84% do financiamento rural e agroindustrial em Santa Catarina.

“Os bancos públicos concedem crédito com finalidade social e de desenvolvimento”, disse Cardoso. “A privatização desses bancos é uma parte das ações que o atual governo, fruto de um golpe, pretende realizar para destruir o Estado Nacional, a soberania do país.”

Os representantes das entidades ligadas aos bancários demonstraram preocupação com a ameaça de privatização desses bancos e com o fechamento de agências. O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de Santa Catarina (Fetec-SC), Jacir Zimmer, defendeu a construção de uma agenda estadual, que envolva deputados, prefeitos e vereadores, em defesa dos bancos públicos. Para ele, “o fechamento de uma agência bancária em um pequeno município representa atraso e compromete o desenvolvimento econômico”. O presidente da Associação dos Funcionários do BRDE, Zulmar Faustino, destacou a importância do banco de fomento da Região Sul na concessão de financiamentos de longo prazo para o setor produtivo e repudiou qualquer iniciativa de ataque aos bancos públicos.

O conselheiro da Federação Nacional dos Empregados da Caixa (Fenae) Laércio Silva, destacou a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do país, em especial durante período de crise. “Não há desenvolvimento de um país sem financiamento público, sem a existência de crédito, em especial nas crises”, resumiu Mauro Salles Machado, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

João Barbosa, da Federação dos Bancários de Santa Catarina, disse que a ameaça de privatização não é inédita, “mas nunca surgiu de forma tão voraz”. Os representantes da Caixa e do Badesc na audiência, Roney Granemann e Giuliano Barbato Wolf, respectivamente, também defenderam a manutenção de suas instituições como públicas. ”Elas fazem o papel social que as demais instituições financeiras não gostam de fazer”, disse o representante da Caixa.

Marcelo Espinoza
Agência AL

Voltar