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13/11/2017 - 15h00min

Ato em Laguna celebra lei que reconhece Cruz e Sousa promotor público

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Nesta segunda-feira, às 19 horas, a Câmara de Vereadores de Laguna promoverá sessão solene de "Retratação ao Promotor Cruz e Sousa". O ato, que marca o início da Semana de Consciência Negra, celebrará a criação da lei estadual 17.264/2017, que reconhece simbolicamente o poeta João da Cruz e Sousa como promotor público, direito que lhe foi negado em 1883 devida à cor da sua pele. O autor da lei, deputado Dirceu Dresch (PT),  participará da solenidade.

O evento é uma iniciativa do Movimento Negro de Laguna, por intermédio do Instituto de Inclusão Social Gangazumba, em parceria com o Grupo de Trabalho de Apoio aos Imigrantes e Refugiados, ligado à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. A sessão solene será realizada no auditório da Udesc.

"Será um ato histórico.  Há 134 anos, Laguna entraria para a história ao ter o primeiro promotor público negro. Mas isso não ocorreu, devido ao preconceito racial e perseguição social, que ainda persiste em nossa sociedade, contra a população negra do nosso país.  O ato de hoje é uma retratação não só ao poeta, mas a todos que lutam pela igualdade racial", afirma o deputado Dirceu Dresch.

História
Em 1883, durante a monarquia, o então presidente da Província de Santa Catarina, Francisco Gama Rosa, nomeou João da Cruz e Sousa promotor público de Laguna, mas o poeta não pôde tomar posse do cargo devido à pressão de  políticos locais, que não aceitaram um negro ocupando a função.

Pesou ainda o fato de que, na época, Cruz e Sousa já se destacava como fervoroso conferencista em prol da abolição da escravatura.

João da Cruz e Sousa nasceu escravo em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, no dia 24 de novembro de 1861. Foi liberto aos  10 anos, quando o marechal Guilherme Xavier de Souza alforriou seus pais.

Criado junto à família do marechal, Cruz e Sousa teve acesso a uma educação refinada, aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu matemática e ciências naturais. Porém, a elevada capacidade intelectual  não o livrou do estigma do preconceito racial.

Cruz e Sousa morreu pobre, aos 36 anos (1898), na cidade de Antônio Carlos, interior de Minas Gerais, vítima de tuberculose.

É considerado o mais importante escritor do período simbolista. Suas obras Missal (1893) e Broquéis (1893) foram o marco inicial do simbolismo no Brasil.

 

Assessoria de Imprensa
Deputado Dirceu Dresch - PT
Fone/Whatsapp: (48) 32212628

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