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08/10/2019 - 17h17min

Marlene defende equilíbrio da representatividade de gênero

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Deputada Marlene Fengler

A deputada Marlene Fengler (PSD) em pronunciamento na tribuna, na tarde desta terça-feira (8), fez referência ao número de mulheres que participaram do Congresso de Liderança Feminina, na semana passada, e à estatística atualizada de feminicídios em Santa Catarina. "Um número nos alegra e outro nos entristece", disse.

Na quinta e sexta-feira da última semana, 800 mulheres se inscreveram para os debates sobre a participação feminina na política, num evento realizado em parceria entre Assembleia Legislativa e Tribunal Regional Eleitoral. Ao mesmo tempo em que mais mulheres reivindicam e se organizam para ampliar a representatividade feminina nas esferas de poder, os noticiários revelam que 42 mulheres foram vítimas de feminicídio em Santa Catarina neste ano, até agora. O número é idêntico ao registrado durante todo o ano passado e, conforme as investigações policiais, a maioria dos crimes foi cometida por companheiros e ex-companheiros por ciúme ou por não aceitarem o fim da relação.

"Eu considero esses números reveladores do quanto ainda temos que debater e atuar para que as mulheres ocupem definitivamente seu devido espaço no cenário político brasileiro, e acredito que somente pela política, pelo equilíbrio da representatividade de gênero nas esferas de poder conseguiremos romper com a cultura da submissão feminina na nossa sociedade", destacou a parlamentar.

Marlene observou que a mudança cultural não acontece rapidamente, mas que a presença maciça de mulheres no encontro de lideranças mostrou que há disposição para vencer as estatísticas de sub-representatividade feminina no cenário político e partidário e avançar nas políticas públicas como a do combate à violência doméstica e familiar.

Quando se analisa os números do Brasil em relação ao eleitorado, aos candidatos por gênero e depois, o número de eleitos, fica ainda mais evidente a diferença entre a representatividade feminina e masculina. As mulheres são mais da metade da população e representam 52% do eleitorado. Entretanto, o número de candidaturas femininas mal preenche a cota dos 30%. E, após o pleito, os registros oficiais indicam que o número de candidatas eleitas gira em torno de 15% das vagas nos legislativos e é ainda menor, em torno de 10%, nos executivos.

"Eu acredito que a partir da legislação que estabeleceu o sistema de cotas por gênero e mais recentemente a obrigatoriedade da destinação também de 30% dos recursos para campanhas de candidaturas femininas essa desigualdade tende a diminuir", salientou a parlamentar, para em seguida estabelecer um parâmetro entre a necessidade do debate em torno da inserção das mulheres na política e o combate à violência contra as mulheres. Segundo a deputada, as demandas do universo feminino, como o debate sobre a violência doméstica e familiar são temas que só estarão de fato presentes na agenda pública quando for conquistada a equidade de gênero na política também. "Os feminicídios, aqui e em todo o país, refletem questões culturais e de políticas públicas que precisam ser mais abrangentes, atacando o problema de forma ampla e adequada", disse.

Marlene lembrou a dedicação dos grupos de Alinhamento do Pacto Estadual Maria da Penha e do Pacto Por Elas, da Alesc, para definições de ações de enfrentamento ao problema. A parlamentar também considerou "fundamental levar esse debate para as salas de aula desde cedo e construir nas futuras gerações a consciência da igualdade de direitos".


Rossani Thomas
Assessoria de Imprensa Dep. Marlene Fengler
Assembleia Legislativa de Santa Catarina
Fone: (48) 3221 2692 / (48) 9 9963 3236
rossanithomass@gmail.com


 

 

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