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20/03/2018 - 17h28min

Luciane repudia desembargadora que difamou vereadora Marielle

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Deputada Luciane Carminatti
FOTO: Solon Soares/Agência AL

A deputada Luciane Carminatti (PT), coordenadora da Bancada Feminina da Alesc, apresentou na sessão plenária de hoje (20) moção de repúdio endereçada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra as falas da desembargadora Marilia Castro Neves em relação à vereadora Marielle Franco, do PSOL, assassinada na semana passada, junto com seu motorista Anderson, no Rio de Janeiro.  “Não podemos nos calar diante das inverdades que tentam minimizar a gravidade da morte de Marielle. Ainda mais quando mentiras são ditas por quem representa a República e deveria zelar pela democracia neste país, como é o caso da desembargadora e do deputado Alberto Fraga, do DEM, que disseram que Marielle não era uma lutadora e que estava engajada com bandidos”, disse.

A deputada afirmou que parte do judiciário brasileiro nos envergonha a cada dia e que é nosso dever manter a voz de Marielle viva. “Marielle representava as mulheres negras, as comunidades, a força da mulher na política. Lutadora do povo invisibilizado historicamente neste país, do povo periférico, contra todos os tipos de preconceito e exclusão, o racismo, o machismo, o sexismo, a homofobia, mulher de extrema coragem. Seu ativismo e seus ideais políticos precisam ecoar cada vez mais alto.”
Segundo Luciane, nos últimos quatro anos, 24 lideranças políticas, ativistas, foram assassinados, em diferentes regiões do Brasil. “Lutadores de coragem que já se foram pela força do ódio dos que estão acostumados a agir com violência” e citou: Paulo, Carlão, Jefferson, Leandro, Márcio, a “Nicinha”, líder comunitária e membro do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), de Rondônia, assassinada a tiros e cujo corpo foi encontrado no fundo de um rio.
“Lembramos aqui também do amigo e companheiro Marcelino Chiarello, vereador assassinado em Chapecó. O Marcelino combatente das injustiças e defensor do povo. Dor e indignação é o que sentimos”, lamentou a deputada.
Luciane disse que em tempos de golpe, de intervenção militar forçada, da negação de direitos, as vozes que se levantam contra a repressão sofrem ameaças. “Marielle foi executada no mês dedicado à luta das mulheres. Mas não sabiam que ela era semente. A cada lutadora e lutador que enterram, brotam centenas, milhares para honrar a luta. Nossa voz não se calará”, destacou.


Juliana Wilke
Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824  bancadaptsc@gmail.com
Twitter: @PTnoparlamento | Facebook: PT no Parlamento

Acompanhe Luciane Carminatti


Luciane Carminatti
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