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20/03/2017 - 11h35min

Comissão de Agricultura em defesa do agronegócio e da produção de carnes de SC

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Deputado Natalino Lázare manifesta preocupação quanto à repercussão das informações a partir da deflagração da Operação Carne Fraca.
FOTO: Solon Soares/Agência AL

O deputado Natalino Lázare (PR), presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa,  manifesta sua preocupação em relação à repercussão das informações a partir da deflagração da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

O parlamentar é absolutamente favorável às investigações e a um rigoroso controle de qualidade dos produtos de origem animal em Santa Catarina. Ele, contudo, ressalta que esta é uma característica histórica da cadeia produtiva, dos produtores e dos empresários do setor no Estado, que conquistaram avanços históricos e a partir de enormes esforços como o selo de Estado livre de febre aftosa sem vacinação.

Neste contexto está também a abertura de mercados importantes para a venda das carnes catarinenses como Rússia e China. Os produtores, os empregados, os empresários, os diretores, enfim, todos os envolvidos, que são, em sua esmagadora maioria pessoas sérias e comprometidas, não podem pagar a conta pela má-conduta de uns poucos personagens neste contexto. Existem cerca de 1 milhão de catarinenses envolvidos diretamente ou indiretamente no agronegócio (produção e serviços, o que inclui  carnes e derivados), e representa uma fatia muito significativa do PIB! Em 2014, o setor alimentar respondeu por 34,9% das exportações catarinenses.

De acordo com a Fiesc, o segmento alimentar é o mais representativo na economia industrial do estado. Santa Catarina é o maior produtor de suínos e o segundo de frangos do país.

O parlamentar ressalta, ainda, que a estrutura de fiscalização no estado é compatível com as necessidades e dotada de profissionais sérios e qualificados.

Isto posto, Natalino Lázare reitera publicamente que é um ferrenho defensor do agronegócio catarinense, em seu sentido mais abrangente, que engloba desde o pequeno agricultor familiar até as grandes cooperativas e frigoríficos; e toda a cadeia produtiva (transportes, comerciantes, vendedores, etc).  O parlamentar conhece profundamente a cadeia produtiva de suínos, aves e bovinos. Ele é natural da região de Videira, cidade que sedia a BRF, ex-Perdigão e que é pioneira na estruturação do agronegócio estadual.

Natalino crava: “Conheço muito bem os seus dirigentes. São pessoas sérias, empreendedoras e comprometidas com o desenvolvimento do Meio-Oeste e de Santa Catairna.” A BRF (Perdigão), atesta Natalino, sempre primou pela extrema qualidade de seus produtos e mantém este valor, que é inarredável na cultura da empresa. O parlamentar frisa também que em Santa Catarina existem cerca de 600 unidades de abate. Neste universo, apenas uma, que é filial de uma empresa paranaense, foi alcançada pelas investigações da Polícia Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente. São mais de 11 mil fiscais no país. Mas apenas 33 estão sob suspeita para fazer o controle de um total de 4.833 frigoríficos atuando no Brasil. Se ficarem comprovadas as irregularidades e os atos de corrupção, os envolvidos devem ser punidos severamente na forma da lei. No mais, o país, as autoridades, a sociedade, as empresas, os produtores, enfim, todos têm o dever de sair em defesa desta indústria tão importante para Santa Catarina e para o Brasil.

Dados – Setor Alimentar de SC*

  • 3.432 indústrias* (2014)
  • 105,2 mil trabalhadores (2014)
  • 18,6% do Valor da Transformação Industrial de SC (2013)
  • 34,9% das exportações de SC, US$ 3,1 bilhões (2014)

 

Fabian Lemos

Jornalista profissional – DRT-SC 01187 JP
48 9830-9943

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