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Publicado em 07/03/2019

Uma história escrita por 15 mulheres

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Pioneira: Antonieta de Barros foi a primeira mulher a conquistar uma cadeira na Alesc, na década de 1930. Na imagem ao lado, a joinvilense Ingborg Colin Barbosa, que assumiu em 1957. FOTO: Arquivo AL

Durante os 185 anos de história do Poder Legislativo em Santa Catarina somente 15 mulheres compartilharam com os homens a criação de leis no estado. E foram necessários 101 anos até que a pioneira Antonieta de Barros, do Partido Liberal, iniciasse a trajetória da participação feminina na Assembleia Legislativa.

O feito impressiona não só por ter ocorrido em uma época onde a sociedade brasileira ainda era fortemente patriarcal. Mas por ter acontecido em 1935 – apenas três anos após as brasileiras ganharem o direito de votar – e por ela ser negra em uma era onde o racismo tinha ainda mais força, vir de uma família pobre e ser a primeira a participar de uma Assembleia Constituinte em Santa Catarina.

É possível imaginar que outras catarinenses tivessem repetido o feito da jornalista e professora que nasceu no ano de 1901 em Florianópolis, onde cresceu e foi forte incentivadora da emancipação feminina. Porém, com a instalação no país do Estado Novo, em 1937, e a continuidade da ditadura imposta pelo presidente Getúlio Vargas até 1946, as assembleias legislativas foram dissolvidas. Incansável, Antonieta voltou à Alesc em 1947 na condição de suplente, cumprindo mandato até 1951, desta vez pelo PSD.

O destino, no entanto, não deixou a primeira deputada catarinense ver outra mulher legislando. Antonieta morreu em março de 1952 e sua sucessora, a joinvilense Ingborg Colin Barbosa, do PTB, assumiu uma vaga como suplente somente sete anos depois, permanecendo no mandato até 1963.

Depois disso, foram necessários mais 24 anos para termos uma nova deputada. E, outra vez, em um marco na história catarinense. Luci Choinacki (PT) foi eleita em 1986 como a única mulher a participar da criação da Constituição Estadual que seria promulgada em 1989.

A partir de 1994, as legislaturas passaram a ter consolidado o espaço feminino. Ideli Salvatti chegou ao Plenário pelo PT, e se reelegeu em 1998, desta vez junto com Odete do Nascimento, do PPB, que adotou o nome Odete de Jesus. Em 2002, seria a vez da reeleição de Odete, agora pelo PL, e da chegada de Ana Paula Lima (PT), além de Simone Schramm (PMDB) e Alba Schlichting (PFL), que assumiram vagas como suplentes.

Ana Paula e Odete voltariam a se eleger quatro anos depois ao lado da estreante Ada de Luca (PMDB). Elas tiveram a companhia de Angela Albino (PCdoB), também como suplente. Em 2007 outra barreira foi derrubada quando Ana Paula tornou-se a primeira mulher a assumir a Presidência da Alesc.

A eleição de 2010 seria marcada pela maior quantidade de mulheres eleitas em um só pleito até então. Ada, Ana Paula e Angela, agora como titular, voltaram com as estreantes Luciane Carminatti (PT) e Dirce Heiderscheidt (PMDB), que era suplente e foi efetivada no mandato em 2014. Odete também estaria com elas, logo depois ocupando uma suplência. Na legislatura seguinte, que contou com as reeleições de Ada, Ana Paula, Dirce e Luciane, a bancada feminina voltou a ter quatro representantes.

O resultado das urnas em 2018 repetiu a maior bancada feminina na história da Alesc. A diferença é que, até o momento, todas as cinco cumprem seus mandatos. Junto com as reeleitas Ada e Luciane, estão Ana Caroline Campagnolo (PSL), Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), e Marlene Fengler (PSD), que resgata o pioneirismo das parlamentares catarinenses, agora como a primeira a presidir a Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, criada no ano 2000.

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