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Publicado em 04/07/2019

Cooperativismo é alternativa para o desenvolvimento

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FOTO: MB Comunicação/Divulgação

Professor do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fabio Luiz Burigo é pesquisador do cooperativismo. Para ele, embora na região Sul esse sistema econômico, quando comparado ao restante do país, seja mais disseminado e desenvolvido, ele não é encarado como uma opção para o desenvolvimento do país e para a solução dos problemas sociais.

“O cooperativismo é valorizado quando as pessoas veem os resultados, mas não é visto como uma saída para resolver os grandes problemas sociais e econômicos do país”, considera. É um modelo que pode ser bom para criar uma nova forma de convívio social.”

Os resultados apresentados pelo cooperativismo catarinense nos últimos anos, na avaliação de Burigo, mostram que esse modelo suporta melhor os períodos de crise. Mesmo assim, para o professor, falta uma cultura cooperativista no Brasil. “Embora o país tenha uma vocação para o empreendedorismo, ela é muito individualista”, considera.

Legislação
Para Burigo, a criação de um novo marco legal para o cooperativismo seria um importante passo para alterar esse cenário. “A atual legislação é antiga, de 1971. É uma legislação que não se renovou com a redemocratização e na Constituição de 1988”, considera. “Falta um marco legal, coerente com as demandas sociais que podem ser atingidas pelo cooperativismo, com o desenvolvimento econômico e social.”

Atualmente, está em tramitação na Câmara dos Deputados proposta já aprovada pelo Senado Federal. “É um projeto que organiza a casa. Cria um marco legal que reconhece as cooperativas ligadas à OCB e as menores, ligadas à economia solidária. Trata da destinação de recursos.”

O professor reconhece que há iniciativas do poder público em prol do cooperativismo, no entanto, elas são isoladas e por vezes contraditórias. Um novo marco legal poderia resultar na criação de uma política única, mas abrangente, que unificasse as ações já existentes.

O ramo de crédito é considerado pelo professor um exemplo bem-sucedido da relevância do cooperativismo. A possibilidade da livre admissão de associados e a atuação forte do Banco Central do Brasil no controle do sistema explicam, na avaliação de Burigo, esse sucesso. “É um modelo com mais transparência, com mais controle, que possibilita ao cooperativismo de crédito ser uma alternativa à excessiva concentração do sistema bancário brasileiro”, comenta.

Educação
Burigo afirma que ainda há muito o que ser desenvolvido no cooperativismo brasileiro, em especial no meio urbano. Por isso, defende que o assunto seja abordado nas escolas.

“Educação não é apenas capacitação e treinamento. De fazer a gestão coletiva, de ser coletivo, de entender que o sistema tem suas vantagens e deveres”, afirma. “Mas essa é uma mudança de cultura, que tem que ser feita no longo prazo.”

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